[RESENHA] O Segredo da caveira de cristal - Vol I


 O tempo não muda as pessoas, revela-as!



Os habitantes de Heilland, cansados de décadas de guerra e fome, depositaram todas as suas esperanças no Rei Alphonsus, que governava com justiça e bondade. As esperanças cresceram com a notícia de que a Rainha Arápia estava grávida de gêmeos, embora muitos, no castelo, assegurassem que uma nova guerra estava sendo travada no ventre da soberana. Os gêmeos nasceram e, com o passar do tempo, Heilland compreendeu que havia um novo inimigo, ainda mais implacável: o sombrio futuro Rei. Dor, ódio, sangue, traição, passaram a fazer parte da rotina do castelo, restando ao mago Mongho e à futura Rainha Driadh a perigosa busca por respostas!

Embarque nessa aventura cheia de mistérios e lutas pelo pode
r.






Autora: // Ano: 2015 // Páginas: 326 // Editora: Mundo Uno
 

O segredo da caveira de cristal é daqueles livros que quando acaba dá até um aperto no coração, porquê? Porque acaba justamente na melhor na parte e os nosso queridos autores adoram nos deixa desesperados pela continuação. Em Heilland descobri um mundo mágico e belo, descobri também que a inveja pode levar a níveis absurdos de pura e verdadeira maldade. Bravura, medo, ódio, amor e inveja são sentimentos palpáveis nesse mundo criado por Mallerey Galgara. Após a coroação do príncipe Heian o clima de paz e prosperidade no reino começa a mudar, Sulco não aceita que seu irmão seja rei, uma vez que ele é o mais velho e herdeiro por direito, a partir daí o reino de harmonia começa a ruir.


O aprendiz de mago, Mongho, tem a difícil missão de controlar a bola de cristal, um artefato mágico e muito perigoso que em mãos erradas pode ser fatal. Em sua jornada Mongho conhece Nadjira, uma bruxa que vive na parte escura da floresta e tem uma história muito antiga com o reino de Heilland e o mundo mágico de Malec. Após uma difícil decisão da rainha Driah, Nadjira assume o papel central na tentativa de salvar o reino das mãos de Sulco.



Fiquei maravilhada com esse mundo criado pela a autora, é uma história inteligente, detalhada na medida certa e de fácil leitura. Uma das coisas que mais gostei é que tem mapa explicando a divisa dos reinos e tudo mais... Super ponto positivo!  No início tem uma breve explicação sobre a história antes do nascimento dos gêmeos já nos deixando cientes da situação delicada e pacifica dos reinos vizinhos de Heilland.


Narrado em terceira pessoa a autora cria cenários, lendas, idiomas, lutas e personagens com personalidades e características surpreendentes. A melhor sensação é sentir da primeira à última página o clima de magia transbordando das páginas. Infelizmente não sei quando sairá a continuação mas espero que seja logo ;)



[RESENHA] A Indomável Sofia



Nota: 

 (Porque tem humor, história e romance na medida certa)


Cheguem mais, meus queridos amigos! Convido à todos para curtir essa espetacular narrativa. Conhecer a querida Sophy, joia rara de Sir Horace, é apenas um mero detalhe. Acomodem-se rápido e venham entender os motivos que me levaram à ficar encantada (e trancafiada) por dias á fio antes de terminar este livro!

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Em uma época em que bailes e fitas eram mais importantes que a própria felicidade, Sofia Stanton-Lacy está pronta para abalar a vida dos primos Ombersley na Inglaterra. Educada no exterior apenas pelo pai, a moça perdeu a mãe ainda muito cedo e está acostumada a se virar sozinha, servindo os caprichos de cada sociedade com perfeição. Um pouco distinta das outras moças, sua altura pode ser exagerada, mas sua atitude impetulante é o que chama a atenção para sua carismática figura.

Enviada para passar uma temporada na casa dos tios, nem imagina a confusão em que a família está: a querida prima Cecília está comprometida com um rapaz nobre, mas apaixonada por um poeta; Hubert se encontra aflito por dívidas de jogo; Tia Lizzie sofre de tremores e ansiedade; e para completar temos Charles Rivenhall, o primo mais velho que assumiu o controle da família, observando a tudo e a todos com olhos de águia e atitudes pouco simpáticas. Piorando toda a situação temos ainda a jovem Srta. Wraxton, a noiva de Charles, que não consegue ser mais bem humorada do que um pote de sal ou menos enxerida que um papagaio. Perturbadora é pouco para descreve-la.

Disposta a resolver tudo, Sophy vai maquinando seus planos secretamente, criando confusões e distrações nada convenientes à uma moça de classe. Levado à loucura, o pobre Charles terá que ter muito jogo de cintura para não "estrangular" a prima e os seu pretendentes ousados. Causadora das maiores confusões, Sophy dará um pouco o que falar para a sociedade londrina, mas será um surpresa encantadora na casa de Berkeley Square.

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Nem sei por onde começar a falar desse livro! Divertido e irreverente, custei a acreditar que foi escrito quase 70 anos atrás. Para os amantes de Jane Austen, Georgette pode ser considerada um pouco ousada de mais. Sua personagem principal, Sophy, tem um gosto próprio e por vezes me peguei imaginando uma mulher moderna de mais para a época, espalhafatosa e muito dona de sí. (Ela acaba nos conquistando depois de um segundo olhar.)

Um livro cheio de risadas, me fez até ficar com um pouco de vergonha alheia por conta de Sophy (e até odiá-la no começo) e ao contrário de Orgulho e Preconceito, esse não é um livro onde as pessoas são reais, ou seja, o mocinho não é incrível e maravilhoso, daqueles que você consegue ver a sensibilidade, assim como a mocinha que não é graciosa ou elegante. Na verdade, ela é mesmo o tempero da trama e possui habilidades incomparáveis, mas jamais seria considerada uma dama inglesa refinada.


“-Demônio! - exclamou e envolveu-a num abraço tão apertado que ela protestou. Tina dançava ao redor deles, latindo, agitada. - Quieta! - ordenou. Segurou o pescoço de Sophy entre as mãos, fazendo-a erguer o queixo. - Quer casar comigo, sua criatura vil e abominável?
-Quero, mas, veja bem, é só para evitar que torça meu pescoço - respondeu Sophy.”


Vale muito a leitura se você estiver em busca de algo leve e bem humorado para passar o tempo. Sem linguagens muito rebuscadas e cheio de pensamentos inteligentes, podemos ver claramente a crítica aos modos da sociedade inglesa: amor vale mais que dinheiro? Modos valem mais que alegrias?  Qual o peso que você pretende dar para a sua vida? E claro, temos até um personagem parecido com Sr. Collins (Orgulho e Preconceito) que nos faz pensar que o pior cego é aquele que não quer ver além de seu umbigo. (Ok, desculpa gente, mas precisei adaptar o ditado :p)

Por fim, devo dizer que este livro entrou para a minha pequena lista de favoritos e merece uma chance de ser lido por todos os amantes de Austen s2

Um grande beijo!

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