AUTORA:

O amor de Deus se manifesta e se estrutura no amor ao próximo. Amando ao próximo como a mim mesma, é que peguei na caneta para escrever este livro, tenho a certeza, agirá como uma arma que arrancará de sua mão, meu estimado jovem, qualquer objeto que o queira levar ao vício dos tóxicos. Acabando de ler “O Estudante”, você o usará como escudo contra as ciladas que o traficante de entorpecentes constrói em cada pátio, em cada corredor, em cada esquina; em mil outros lugares, por onde você tem necessidade de passar todos os dias.

Um abraço
Adelaide Carraro
Agosto de 75



O ESTUDANTE
Adelaide Carraro


LEIA, POR FAVOR


A campainha tocou. Atendi.
O menino ricamente vestido disse:
- Adelaide Carraro?
- Sim.
- Meu nome é Roberto. Sou filho do Dr. Rubens Lopes Mascarenhas. Não sei se a senhora teve conhecimento da grande tragédia que abalou a minha família.
- Li tudo a respeito, Roberto, e sinceramente senti muito.
- Dona Adelaide, eu...
- Tire o dona, tá?
- Obrigado. Bem, Adelaide, eu preciso muitíssimo de você.
- Então vamos conversar lá dentro.

- Meu chofer também pode entrar?
- Claro.
Ele ali sentado na minha frente, com os olhos brilhantes de lágrimas
e a voz embargada, começou a falar:
- Estou só, me sinto tio só. Não sei a quem recorrer. Meu Mestre "está morto, meu irmão está morto, meu pai não sai do quarto de meu irmão, minha mãe está internada em uma casa de saúde. Sinto-me sufocar. Não tenho freqüentado o colégio, não vou ao clube, não saio. Juro que a vida acabou para mim. Acabou aos 15 anos.
O que se dizer a uma criança que soluça desesperada em sua frente, depois de saber que essa mesma criança assistiu coisas horríveis, tremendamente horríveis? E as palavras vieram firmes e claras.
- Roberto, você não está só. Deus está com você. Deus, na sua infinita misericórdia, fortificará seu espírito e o espírito de seus pais. Você fará todos suportarem essa grande dor. Você me procurou e prometo fazer tudo para o ajudar. Fale sem acanhamento. Serei sua amiga. Agora deixe- me enxugar seus olhos. Pronto... Assim... Vou mandar servir um cafezinho.

***

Ele, mais calmo, Continuou:
- Adelaide, você me fez recordar que existe Deus e em nome dele eu lhe peco: faça chegar a todas as casas do Brasil esta carta. Juro que eu a escrevi quase cego de dor, mas, o dia em que eu souber que todos os estudantes do Brasil fazem de minha carta uma arma contra os traficantes de entorpecentes, voltarei a ser um jovem feliz.


***
Roberto Lopes Mascarenhas, esse livro é seu.
Peco-lhe que volte a me procurar, pois desejo encontrar em seu semblante a felicidade que o envolveu depois de saber que os estudantes já levantam na mão, a arma contra o tóxico. Arma fabricada pôr você: este livro.


Meu abraço
Adelaide Carraro
São Paulo, Julho, 1975

O Estudante I, II e III




Este não é apenas mais um livro que fala sobre as conseqüências das drogas.
Este livro narra à história de uma família vitima das drogas, mas acima de tudo é um alerta para os jovens, pais e professores.
Após o contato com está narrativa, não tive dúvidas sobre o mau que os entorpecentes podem causar ao ser humano. Quando li o primeiro livro tinha 13 anos e me emocionei muito, pois me mostrou como as drogas podem ser sutis e malévolas.

No Estudante II e III são inseridos novos temas como o racismo, mas sem deixar de lado temas abordados no primeiro livro. É surpreendentemente bom.

O Estudante narra à história de Renato, um jovem de família de classe alta, residente na capital paulista, em meados de 1975. Rapaz culto, inteligente, solidário. Participava de vários projetos de caridade juntamente com sua mãe, Lídia, e seu irmão caçula, Roberto. Um dia, Renato sai de casa com uma forte dor de cabeça, saindo de casa diretamente para o colégio, preferiu não tomar nenhum remédio. Mas enquanto percorria o caminho até sua escola, a infeliz dor aumentava. Chegando então no local, encontra Mário, um jovem que não gostava de Renato, inclusive já haviam brigado algumas vezes, mas ultimamente Mário fingia ser seu amigo. Foi então que este lhe ofereceu um comprimido de cor branca para amenizar a dor. De início ele recusou, mas passando alguns minutos, foi até a sala de Mário e pediu o medicamento sem saber que era droga. As dores em outros dias passaram a ser freqüentes e Renato agora recorria ao suposto amigo que sempre tinha uma solução para o seu problema.


Após ler esse livro sua visão sobre as drogas será outra. Quer apostar? Boa leitura e até...

E-book, veio para ficar ?




O e-book desafia o mercado de livros e os editores, que há anos encaram a ascensão dos e-readers, dispositivos portáteis de leitura digital, se debatem entre as promessas do novo formato (entre elas, a de atingir leitores em qualquer parte do globo). A apreensão cresceu recentemente com o lançamento do iPad. Expectativa, incerteza e planos se formou em torno do tablet da Apple, que aprimorou a maneira de apresentar textos eletronicamente com recursos touch screen. Mas ainda se trata de uma nuvem, que até agora só revelou uma certeza: o livro eletrônico chegou para ficar.

Entre os enigmas dos e-readers está o preço do livro eletrônico, o e-book. Uma vez que sua produção elimina gastos de impressão, papel e transporte ao ponto de venda, o custos e, portanto, o preço das obras digitais poderiam ser sensivelmente inferiores aos do livro tradicional. E são. Outra charada: no novo cenário, como seria a remuneração de autores e editoras? Mais uma: qual dos formatos oferecidos por fabricantes de e-readers se tornará padrão? Como sobreviverão as livrarias, se um dia todas as obras puderem ser adquiridas pela internet, por exemplo? Finalmente: como evitar que o arquivo digital, facilmente reproduzível e compartilhável em ambiente virtual, vire alvo de pirataria, repetindo com a indústria do livro o que o formato MP3 fez com a dos discos?
"No Brasil, o número de equipamentos de leitura eletrônica ainda é pequeno. Vamos ter de esperar mais tempo para ver o que vai acontecer no mercado externo e depois tomarmos uma posição", afirma Sérgio Machado, presidente da Record, maior editora do país no campo de obras não-didáticas, que acumula em acervo 6.500 títulos. "Na nossa economia editorial, não podemos ficar brincando com as tecnologias."

Nos Estados Unidos, editoras, livrarias on-line e fabricantes já fecharam contratos vultosos. O iPad, recém-chegado ao mundo, tem a sua própria loja de obras digitais.O mercado é promissor. Segundo amostragem da Associação Americana de Editores (AAP), que analisou dados de treze companhias dos EUA, a venda de e-books cresceu 176% em 2009. Já a venda de dispositivos eletrônicos de leitura - como o iPad ou Kindle, da Amazon.

O receio de muitas editoras (e também livrarias) é que o produto virtual acabe por "canibalizar", como se diz na gíria de mercado, o item físico - que, em geral, custa mais caro. Um exemplo brasileiro: o livro Headhunter -Os Bastidores Do Mundo Corporativo sai por 59,90 reais, enquanto sua versão virtual custa 27,93 no formato ePub, vendido pelo site da Livraria Cultura.

Algumas editoras determinaram que suas versões digitais serão 30% mais baratas do que as correspondentes em papel, embora o preço final ao consumidor pareça atrativo, ele não acredita que as páginas digitais ocuparão grande espaço de seu negócio no curto prazo. As vendas ainda são tímidas, pois ainda vivemos o princípio da era digital para livros. "Esse mercado vai crescer muito lentamente, por dois motivos. Primeiro: não há muitos títulos disponíveis em formato digital. Segundo: os aparelhos ainda são caros." Nos EUA, o Kindle custa 259 dólares, e o iPad, 499 dólares. O modelo Cool-er, vendido no Brasil, sai por 750 reais.

Assim como a Cultura, que conta com nove lojas no Brasil, livrarias de menor porte terão de se adequar às mudanças de mercado. "Elas terão que adquirir muita tecnologia se quiserem competir nessa nova realidade", afirma Vitor Tavares, presidente da Associação Nacional de Livrarias (ANL). "Mas elas vão sobreviver. O livro eletrônico poderá ser vendido como um cartão de celular pré-pago, oferecido pelo caixa na hora do pagamento."



VOCÊ ACHA QUE O LIVRO IMPRESSO TERÁ FIM ?????? DÊ SUA OPINIÃO.

As Memórias do Livro




Da Espanha de 1480 até a enfraquecida Sarajevo de 1996, um livro sagrado de valor incalculável é caçado por fanáticos políticos e religiosos. Seu destino está nas mãos de uma talentosa conservadora de livros – a charmosa protagonista Hanna, e sua recuperação resulta em um mistério histórico arrebatador.

Hanna Heat é uma conservadora e restauradora de livros australiana que é chamada para estudar um famoso manuscrito datado do século XV que havia desaparecido durante a guerra da Bósnia, ela não pode acreditar que um documento tão maravilhoso estava preservado depois de tantas guerras e tanto preconceito.A Hagadá de Saravejo, um livro religioso dos judeus que possui esplêndidas iluminuras, coisa proibida na religião daquela época. O trabalho da phD de Sydnei é restaurar a misteriosa Hagadá que fora conservada (e salva) por um bibliotecário muçulmano. . A partir de pistas encontradas no próprio manuscrito – uma asa de inseto, manchas de vinho e um pêlo branco – Hanna desvenda uma série de enigmas fascinantes e reconstrói as memórias do livro.


A partir das pistas, começam-se a intercalar capítuos que oscilam entre o presente — com os diversos conflitos e Hanna; e o passado — em ordem decrescente de data, é contada a história de cada um daqueles traços encontrados na Hagadá. Isso transforma o As Memórias do livro praticamente numa obra de contos, no qual várias pequenas histórias ajudam a elucidar a trama principal para o leitor e, de certa forma, para a própria Hanna, que passa por conflitos secundários com sua mãe, uma médica famosa que nunca perdoara o fato da filha ter seguido a carreira da arte, ao invés da medicina; com o bibliotecário muçulmano, com o qual ela se envolve; com seus amigos pesquisadores, que auxiliam com as análises das pistas; e, por fim, com a revelação de que seu pai fora um grande pintor australiano, cuja morte sua mãe estivera envolvida.

O enredo, como um todo, é interessante. Porém, no decorrer da narrativa, há indícios de que ela se apaixona pelo bibliotecário muçulmano — que é casado, e que ela dormira enquanto estava em Saravejo — , mas as relações com sua mãe pioram. Por outro lado, seus sentimentos afloram em relação ao pai (já morto), mas suas manifestações de amor continuam frias como no início.

E o resultado é um verdadeiro épico, uma corrida contra o tempo para revelar o passado e dar espaço à crônica da história do livro, enquanto Hanna procura a cura para uma criança vítima da intolerância da guerra, um amor impossível, sua própria identidade e proteção: do Hagadá e de sua própria vida.Inspirado na história verídica do Haggadah de Sarajevo, As Memórias do Livro é ao mesmo tempo um romance com importantes e envolventes fatos históricos e profunda intensidade emocional, num ambicioso e eletrizante trabalho realizado por uma premiada e aclamada escritora.


O livro é um romance histórico e dá pra aprender muito sobre conflitos religiosos, um pouco de nazismo, Segunda Guerra, Inquisição, e outros. Além de, é claro, sobre essa profissão diferente que é a conservação/restauração de livros.

A Sombra do Vento

" Cada livro, cada volume que você vê, tem alma. A alma de quem escreveu, e a alma dos que o leram, que viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro troca de mãos, cada vez que alguém passa os olhos pelas suas páginas,
seu espírito cresce e a pessoa se fortalesse."






Foi lançado em 2001, escrito pelo espanhol Carlos Ruiz Zafón.

A história começa em Barcelona, em 1945. Daniel Sempere está completando 11 anos. Seu pai, ao ver Daniel triste por não conseguir mais se lembrar do rosto da mãe (já morta), lhe dá um presente: de madrugada, leva-o a um misterioso lugar no coração histórico da cidade, o Cemitério dos Livros Esquecidos. O lugar, conhecido por poucos na cidade, é uma biblioteca secreta e labiríntica que funciona como depósito para obras abandonadas pelo mundo, à espera de que alguém as descubra. É lá que Daniel encontra um exemplar de A Sombra do Vento, do também barcelonês Julián Carax.

Daniel é um menino que descobre um livro muito bom, entitulado “A Sombra do Vento”. Gostando do livro, Daniel decide procurar por mais livros do mesmo autor, Julián Carax, e descobre que todos eles foram queimados, sobrando apenas o exemplar que possui.

Daniel começa a ser perseguido, pois alguém quer queimar o livro que ele possui com o intuito de acabar com todas as obras do determinado autor. Mas quem está querendo queimar todos o livro “A Sombra do Vento”? Um dos personagens do próprio livro!

Aí começa uma grande aventura que percorre as ruas da ilustre cidade de Barcelona, atravessando as fronteiras do tempo e da imaginação.A Sombra do Vento, é um livro que conta a história de um livro


O livro já ultrapassou a marca dos 6.5 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo desde o seu lançamento.

É um ótimo livro, espero que gostem.

Feliz Natal !!!

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