Framboesa de Ouro 2011 – Razzie Awards


No final das contas, não teve grande novidade na escolha anual dos piores do ano, os Razzies.
O grande vencedor foi o filme “O Último Mestre do Ar” de Shiamalan, levando  cinco estatuetas: pior filme, diretor, roteiro, coadjuvante, Jackson Rathbone, e pior uso do 3D!
Só um detalhe Jackson Rathbone (Jasper – Eclipse) estava indicado como ator coadjuvante tanto de “O Último Mestre do Ar”, quanto de “Eclipse”.

 Outra vítima foi Sex and the City 2, que levou pior atriz (prêmio coletivo Sarah Jessica Parker, Kristin Davis, Kim Cattrall e Cynthia Nixon), dupla, elenco e continuação.

Em  O Assassino em Mim (ainda inédito no Brasil),  Jessica Alba ganhou como pior coadjuvante.
Uma coisa é certa os fãs de Crepúsculo têm muito que comemorar, pois “felizmente” o filme saiu invicto da 31ª edição do Razzie.
Pior Ator
Ashton Kutcher ( Par perfeito e Idas e vindas do amor)

Pior Atriz
Sarah Jessica Prker, Kim Cattrall,  Kristin Davis e Cynthia Nixon 9 Sex and the City 2

Pior Ator Coadjuvante
Jackson Rathbone ( O último mestre do ar e a Saga crepúsculo: Eclipse)

Pior Atriz Coadjuvante
Jessica Alba ( The killer inside me, Manchete, Idas e vindas do amos e Entrando numa fria maior ainda com a família)

Pior Casal ou Elenco
Todo o elenco de "Sex and the City 2"

Pior Sequência, Remake, Adaptação, Rip-Off
Sex ande the City 2

Pior Diretor
M. Night Shyamalan (O último mestre do ar)

Pior Roteiro
O último mestre do ar

Pior uso do  3D
O último mestre do ar




 

O jogo pode ter terminado, mas a batalha continua.






" A teia estava se fechando. Lexi sentiu o medo revirar em seu estômago como leite estragado. Tem de haver um jeito de sair dessa. Sempre existe um jeito. Eu não vou para prisão. Não vou perder  Kruger-Brent. Não vou perder a minha família. Pense ! "

 
 
 
 
Quando lançou seu primeiro romance, Adorada, em 2005, a inglesa Tilly Bagshawe mandou um exemplar para o americano Sidney Sheldon. O escritor veterano, autor de best-sellers como O Outro Lado da Meia-Noite, respondeu com uma carta elogiosa. Dois anos depois, Sheldon morreu, aos 89 anos, de pneumonia.
A Senhora do Jogo, romance de Sidney Sheldon, foi na verdade escrito, por uma autora bem menos conhecida, Tilly Bagshawe


Tilly, que não teve a chance de conhecê-lo pessoal-mente, foi escolhida pelas herdeiras – a viúva e uma filha – para "continuar o legado de Sheldon. Sequência de O Reverso da Medalha. O romance A Senhora do Jogo traz o nome "Sidney Sheldon" em letras berrantes na capa. Mas quem realmente escreveu o livro foi Tilly Bagshawe "Sidney Sheldon é meu ídolo desde a adolescência. Foi uma grande responsabilidade ter meu nome associado a uma marca tão forte", diz a escritora.

Este livro retoma a saga dos Blackwells, seus amores, dramas e conspirações desde a década de 1980 até os dias atuais, quando uma nova geração comanda os negócios da família.

Décadas se passaram sem que o talento para a manipulação e a paixão dos Blackwells diminuíssem. Apesar de Kate ter falecido há anos, os filhos de suas netas, Eve e Alexandra, lutam para manter seu poderoso legado. Cada um está determinado a controlar a Kruger-Brent, a multibilionária empresa internacional.

Desfigurada pelo seu ciumento marido e sem esquece o passado Eve engravida com o próposito de fazer do seu filho, sua ponte de vingança. Alex teu sua vida vida subtamente interrompida devido a complicações no parto, mas deixa dois filhos, o homossexual Robert e a calculista Lexi.

Lexi Templeton é uma com competidora implacável, e usa  a inteligência e a beleza para conseguir o que quer. Criada pelo pai, Lexi está ansiosa para seguir os passos da bisavó e se tornar A SENHORA DO JOGO.

O belo e maquiavélico Max Webster, filho de Eve, entrará na briga pelo controle da empresa. Guiado pelo ódio, inveja e devoção por sua mãe, ele usará de sedução, traição e assassinato para obter o sucesso. Eve vê que  atraves de Max poderá ter  Kruger-Brent em sua mãos.

Desta vez a disputa é entre Mas/ Eve e Lexi.


AMBAS QUEREM SER A SENHORA DO JOGO,
A SENHORA DA KRUGER-BRENT.

MAS APENAS UM DELES PODERÁ REINAR SUPREMO.


Assim que terminei de ler “O Reverso da medalha” sai correndo para “ A Senhora do Jogo”, apesar de ter amado o livro, em certos momentos me senti ate mesmo nauseada com a maldade, o ódio  e a imoralidade que irradiava dos personagens, a ambição está ainda mais forte nesse novo episódio dos Blackwells.
Apesar disso eu recomendo, pois este livro é capaz de nos envolver de uma forma incrível.
O Reverso da Medalha





  

“Uma ova que me conhecem! Ninguém me conhece! Ele parece estar falando de alguma santa. O que diriam todas essas pessoas se conhecessem a verdadeira Kate Blackwell? Gerada por um ladrão e sequestrada antes de completar um ano de idade. O que pensariam se eu lhes mostrasse as cicatrizes de balas em meu corpo?” Kate Blackwell.





 O livro narra à trajetória de quatro gerações da família Blackwell que ergueu um império com os diamantes da África do Sul, a história começa com o destemido Jamie McGregor um jovem escocês que parte para a África em busca de fortuna. A narrativa chega até sua filha Kate Blackwell personagem principal ela é uma mulher rica, poderosa, ambiciosa e obsecada pela companhia Kruger-Brent, ela controla um grande conglomerado internacional e sabe de côr todos os segredos e truques do mundo dos negócios.

A história desta família é marcada por assassinatos, escândalos, muito amor, ódio e riqueza.  Faz com que leitor fique preso à narrativa. Através desta leitura , podemos conhecer histórias intrigantes de como a ambição, cobiça e a inveja são capazes de transformar e mudar as atitudes das pessoas para conquistar riquezas e poder. Além de abordar as diferenças raciais entre os pretos e os brancos na África do Sul e as duas grandes guerras.

“O Reverso da Medalha” foi um romance tão bem sucedido que deu origem a uma série de TV nos anos 80, com o título de “Master of the Game” (o título original).

O livro possui algumas características de mulheres de outros romances de Sidney Sheldon. É envolvente e instigante. Efim é o melhor livro do Sidney Sheldon que li até hoje. 





O Conto da Chuva


– Porque é que chove?   
Era esta a pergunta que eu não me cansava de colocar, dia após dia.
– Não sei, filha. Vai perguntar ao pai.
Eu saía da cozinha a correr, pegava no telefone e carregava nas teclas automaticamente, quase ao acaso.
– Não tenho tempo para te explicar agora, filhota. Falamos mais tarde, está bem?
E eu esperava, mas o "mais tarde" nunca chegava.
– Mano, porque é que chove?
O meu irmão olhava para mim com aquele seu ar de jovem rebelde e incompreendido, rolava os olhos nas órbitas e virava-me costas, deixando-me sozinha com a minha curiosidade.
Nessas alturas, eu costumava meter-me debaixo dos cobertores com um coelhinho de peluche, uma velha lanterna a pilhas e um pacote de bolachas de chocolate. Gostava de imaginar que estava a chover torrencialmente. Por vezes, chegava mesmo a ouvir o som da chuva a bater na janela… Então, eu já não me encontrava na minha cama, mas sim abrigada numa gruta, perdida numa qualquer floresta.
O coelhinho agarrava-se às minhas pernas, assustado com a tempestade e o isolamento. Qual mãe protectora, eu enlaçava-o e mantinha-o junto ao meu pescoço, procurando tranquilizá-lo e aquecê-lo. Com a chuva, viera um frio angustiante, que me forçava a aconchegar-me melhor nas cobertas. Na minha fantasia, não havia nada em que me pudesse envolver, por isso, limitava-me a apertar ainda mais o coelhinho contra mim, mergulhando numa letargia assustadoramente forte.
Tudo acabava quando a minha mãe surgia, por entre as pedras nuas da gruta (ou seriam os cobertores felpudos da cama?), trazendo consigo uma chávena de leite quente. Delicadamente, retirava-me a lanterna e o peluche das mãos, sentava-se ao meu lado e puxava-me para o seu colo. Eu bebia, então, o meu leite e, a cada gole, era transportada para outros mundos, consoante a história que me chegava aos ouvidos.
Quando a minha boca já não conseguia sorver nem mais uma gota de leite, eu entregava a chávena à minha mãe e esforçava-me por olhar para ela, numa última tentativa para fugir às exigentes garras do sono.
– Porque é que chove?
O tom sonolento que eu empregava nada tinha em comum com o entusiasmo com que eu fizera aquela mesma pergunta, horas antes. Talvez por isso a minha mãe não me tivesse dado o seu habitual "não sei". Em vez disso, acariciava-me a face e, com uma voz mais doce do que o chocolate das bolachas, respondia-me, noite após noite. No entanto, eu nunca ouvia a resposta, uma vez que, noite após noite, adormecia no instante em que da boca da minha mãe se escapava um "porque".
Eu gostava tanto daquela rotina que não me atrevia a quebrá-la, nem mesmo para saber a resposta à minha pergunta. E, contudo, havia algo dentro de mim que dardejava sempre que, lá fora, pequenas gotas transparentes ousavam manchar o vidro das janelas.
Um dia, depois de sair da cozinha com mais um "não sei", não corri ao encontro do telefone, nem deixei que as minhas mãos efectuassem a ligação para o meu pai. Não procurei o meu irmão, deixando-o com a sua música insuportavelmente barulhenta. Dirigi-me ao meu quarto, trazendo um pacote de bolachas. Construí o meu abrigo real e imaginário e refugiei-me lá dentro, juntamente com o meu fiel e felpudo companheiro. Não acendi a lanterna, limitando-me a partilhar uma bolacha com o coelhinho, ao som da minha chuva inventada.
Esperei que a minha mãe aparecesse com o leite, tal como sempre fazia. Porém, parecia estar a demorar mais do que o normal. Apurei o ouvido, tentando detectar o momento em que ela transporia a entrada do meu quarto, no entanto, tudo o que distingui foi uma espécie de lamento, vindo do quarto do meu irmão. Não, havia algo mais, um… gotejar? Sim, era isso. Sorri, porque, agora, chovia no mundo real e no da fantasia.
Uma mão penetrou na gruta de cobertores e pousou no meu antebraço. O frio que dela adveio fez-me compreender que não pertencia à pessoa por quem eu esperava, o que se veio a confirmar, assim que a cabeça do meu irmão assomou à entrada do meu abrigo. Dei-lhe espaço, vagamente esperançada de que ele se quisesse juntar à brincadeira. E eis que ele mergulhou mesmo na minha confusão de cobertas, tremendo devido a algo mais do que simples frio.
Não precisava de acender a lanterna para ver que ele estava a chorar, nem precisava de lhe perguntar porquê; o atraso da minha mãe e as suas lágrimas falavam por si. Mas precisava de o abraçar e de me juntar à sua fúnebre melodia.
Com a cabeça enterrada no seu peito, lamentei ter alterado a rotina dos meus dias. Talvez, se tivesse feito o que sempre fazia, os meus pais pudessem voltar para nós e todas aquelas lágrimas fossem escusadas. Seguindo essa linha de pensamento, repeti a minha pergunta, certa de que seria a última vez:
– Porque é que chove, mano?
Ele apertou-me um pouco mais, antes de se afastar ligeiramente, de modo a poder encarar-me, olhos nos olhos.
– Porque a Terra está viva e tem sentimentos, como nós. Quando está feliz, o Sol brilha e nós podemos brincar na rua. Quando está triste, mergulha-nos na escuridão e chora… A chuva não é mais do que as lágrimas do mundo.
Eu anuí, soluçando devido à minha perda, mas sabendo que aquela era a resposta pela qual eu sempre esperara.
BIG BROTHER BRASIL
(Luiz Fernando Veríssimo)


 Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A  décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE...
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que  recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.

Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?

São esses nossos exemplos de heróis?

Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..

Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.

Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.

Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.

E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?

(Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.

Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós.. , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.

Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.

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