Exposição “Edital 11″.

MAES abre temporada de exposições com artistas capixabas

Na próxima terça-feira (22), às 19 horas, o Museu de Arte do Espírito Santo Dionísio Del Santo (MAES), no Centro de Vitória, recebe a primeira exposição do ano. A mostra intitulada “Edital 11” é resultado da produção de cinco artistas plásticos capixabas, vencedores do prêmio “Bolsa Ateliê em Artes Visuais”, versão 2010. A inauguração da exposição é aberta ao público.

Cada artista premiado irá expor em uma das salas do museu. São eles: Fátima Nader, Ignez Capovilla, Júlio Tigre, Tom Boechat e Victor Monteiro. O prêmio, concedido pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult), com recursos do Fundo de Cultura, tem como objetivo incentivar a produção artística capixaba, qualificar os artistas selecionados, e o aperfeiçoamento do seu trabalho mediante o acompanhamento e supervisão de um orientador.

Os trabalhos foram escolhidos pela comissão formada pelo artista plástico capixaba Valdelino Gonçalves dos Santos; Kátia Canton, jornalista e crítica de arte de São Paulo; e Ronaldo Barbosa, diretor do Museu da Vale. E foram 40 concorrentes habilitados, número que demonstra o interesse do público, e evidencia a importância do projeto para a comunidade artística no Estado.

Obras
Os artistas tiveram total liberdade de decidir o que seria mostrado. A Bolsa teve a duração de oito meses e a evolução dos trabalhos foi acompanhada por orientador indicado pelo artista.

O projeto “Jardins e outras delicadezas”, de Fátima Nader, destaca o tema da natureza morta revista numa pintura atual, incluindo instalação, ambiente, fotografia e desenho transmutado em pinturas. Fátima foi orientada pela artista plástica Neusa Mendes, e busca fazer uma intervenção artística no entorno do seu ateliê, em Fradinhos, bairro de Vitória que ainda apresenta características bucólicas.

Para conseguir realizar essa intervenção, a artista apresenta uma vídeoinstalação que procura transmitir a essência desta sua experiência no ateliê, em síntese, a ampliação da ideia de ecologia.

Outro projeto que faz parte da exposição “Edital 11” é “Inquilino_3˚ edição_Presença”, de Júlio Tigre, orientado por José Cirillo. Trata-se da intervenção urbana sobre a ocupação de um sobrado na Rua Graciano Neves, esquina com Maria Saraiva, no Centro de Vitória.

O local, abandonado, contrasta com o movimento acelerado da cidade. O edifício range, enverga, mas resiste às intempéries e assombra a rua. Na sala do MAES ele se abre em planos transparentes, dispostos de forma a permitir um passeio por suas entranhas, onde as imagens da instalação se mostram como vísceras de um organismo estranho, com ruídos e silêncios, vazios e surpresas, que podem ou não remeter à experiência solitária de quem vivenciou a visita ao ateliê “Inquilino”.

Os projetos de fotografia premiados foram “Presença”, de Ignez Capovilla; e “Lugar”, de Tom Boechat. Ignez recebeu a orientação de Mariana de Moraes e propõe o crescimento da sua poética na imersão do ambiente artístico. Ela montou seu ateliê no anexo da Galeria Homero Massena, onde se recolheu para realizar suas pesquisas, muitas vezes compartilhando o espaço com outros artistas.

A orientadora Mariana de Moraes faz o convite de um (re) encontro com a paisagem, da busca pela paisagem, da mais íntima e particular aos espaços de convívio e de contaminações múltiplas, onde se encontram as pessoas. Ignez lança mão de várias técnicas atuais da fotografia para tornar visível aos outros aquilo que só ela percebeu.

No projeto “Lugar”, Tom Boechat investiga os possíveis pontos de diálogo entre a pintura e a fotografia contemporâneas e propõe a realização de uma série fotográfica que aborde, tanto no processo criativo quanto no resultado final, questões pertinentes a essas duas linguagens.

Orientado por Orlando da Rosa Farya, o artista expõe quatro fotografias que foram produzidas no cenário urbano da Grande Vitória durante o período de duração da bolsa. Ele retrata construções em estado de abandono, ex-lugares que vão surgindo nas cidades em sua ânsia de renovação.

Já Victor Monteiro trouxe para o Museu a instalação “Apontamentos”. Com a orientação de Luciano Cardoso, o projeto foi realizado a partir de fragmentos da natureza.

São galhos e restos de árvores picados pela lâmina humana, dispostos de modo a formar uma superfície espinhosa, mas não repelente, pois convida ao toque. São galhos secos, sem vida, em processo de deterioração. Suas cores, embora ainda distintas, já perderam o viço. Pendente do teto uma luz destaca esses galhos, essas pontas, da penumbra que envolve a sala; é como um sol a acariciá-las.  E elas permanecem ali, ao calor desse sol, como se pudessem voltar à vida, como se pudessem brotar de novo.


Serviço:

Exposição “Edital 11″

Abertura: terça-feira (22)
Horário: 19 horas
Local: Museu de Arte do Espírito Santo Dionísio Del Santo (MAES)
Endereço: Av. Jerônimo da Monteiro, 631, Centro – Vitória ES
Período: até 08 de maio de 2011
Visitação: terça a sexta-feira – das 10 às 18 horas
sábados, domingos e feriados – das 12 às 18 horas
Visitas mediadas pelo site www.secult.es.gov.br


Informações à Imprensa:
Assessoria de Comunicação/Secult
Larissa Ventorim
Texto: Simony Fadini
3636 7110 / 9902 1627
comunicacao@secult.es.gov.br


2 comentários

  1. Amei o seu blog!Muito interessante essa iniciativa!beijos e até mais no livreiro.

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  2. Parabens Jessica! Muito legal seu blog. um abração! Luciana (Ifes)

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Beijos Jéssica Rodrigues

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