PEQUENA ABELHA





Antes de mais nada, tenho que dizer que esse livro foi um tiro no escuro, pois sua sinopse não diz muita coisa, mas me surpreendi, o livro é incrivelmente emocionante, real e verdadeiro. Chris Cleave consegue ser tão realista e envolvente que é preciso parar e ter certeza que estamos no mundo real e não nas páginas do livro. 

Este livro mostra uma realidade distante de nós, que muitas vezes vivemos no nosso mundo de conto de fadas e esquecemos que existe milhares de histórias parecidas com a de "Pequena Abelha". É um livro que fala de escolhas, erros, diferenças étnicas, sociais e culturais; mostrando através de duas personagens completamente distintas, pontos de vista diferentes sobre uma mesma cultura e até mesmo sobre coisas comuns do cotidiano, mostrando como coisas banais podem se tornar importantíssimas, dependendo de como se olha . O autor consegue explorar o psicológico dos personagens de uma forma mágica e única.

Com certeza esse é um dos melhores livros que li esse ano, e tem o poder de mudar nossas perspectivas e nos leva a reavaliar as nossas prioridades.

Pequena abelha é uma história trágica com pequenas pitadas de humor, mas um humor doloroso. A vida de Pequena abelha cruza sem querer com a de Sarah e Andrew, ainda na Nigéria, mudando radicalmente a vida dos três, dois anos mais tarde elas se reencontram ... a partir daí começa a história.






"Às vezes eu penso que gostaria de ser uma moeda de uma libra esterlina em vez de uma menina africana.”

“Eu adoraria ser uma libra esterlina. Uma libra pode viajar livremente para a segurança, e nós podemos assistir, também com liberdade, à sua viagem. Esse é o triunfo da humanidade. Chama-se globalização.”

“Não se pode enxergar além do dia porque vocês levaram o amanhã. E porque vocês tem o amanhã diante de seus olhos, não enxergam o que está sendo feito hoje.”

“Do meu país vocês tiraram o futuro e para meu país vocês mandaram os objetos de seu passado. Não temos a semente, temos a casca. Não temos o espírito, temos o crânio. Sim, o crânio. É nisso que pensaria se tivesse de dar um nome melhor para meu mundo.”

Devemos gostar de cicatrizes, e não ter vergonha delas. Afinal, quem tem cicatrizes significa que venceu, sobreviveu. Então devemos nos orgulhar de nossas cicatrizes, elas nos mostram que somos fortes e ganhamos mais uma batalha da vida!"

"Pisquei para conter as lágrimas

- Contemporizar, não é? Não é triste, a gente crescer? Começamos como meu Charlie. Pensando que podemos matar todos os bandidos e salvar o mundo. Depois ficamos um pouco mais velhos, talvez da idade de Abelhinha, e percebemos que uma parcela da maldade do mundo está dentro de nós, que talvez sejamos parte dessa maldade. E então ficamos ainda mais velhos, e mais à vontade, e começamos a nos perguntar se aquela maldade que vimos em nós é realmente tão má assim, afinal. E começamos a falar em dez por cento.

- Talvez isso seja apenas desenvolver-se como pessoa, Sarah.
Suspirei e olhei para Abelhinha no jardim."



3 comentários

  1. sua resenha despertou minha curiosidade. parece ser uma livro ótimo!

    nossa estante-1 ano falando sobre livros

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  2. Oii!
    Já vi algumas resenhas sobre esse livro e parece ser mto legal!
    Parabéns pelo blog ;)
    Te seguindo, segue meu blog tb?
    Bjoo ;*
    http://coisasdemeninasarteiras.blogspot.com/

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  3. Pode copiar sim.Obrigada pela visita e volte sempre. Já atualizei o blog este mês. Bjssss

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Beijos Jéssica Rodrigues

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