A BATALHA DO APOCALIPSE



A Batalha do Apocalipse

Autor: Eduardo Spohr
Editora: Verus Editora 
(Selo do Grupo Editoral Record) (2ª edição)
Ano: 2010 (1ª edição – independente – em 2007) 
Páginas: 586


A Batalha do Apocalipse: Da Queda dos Anjos ao Crepúsculo do Mundo escrito pelo jornalista carioca Eduardo Spohr, publicado  inicialmente em 2007 pelo site Jovem Nerd,o livro vendeu de forma independente aproximadamente 4.000 exemplares. Em 2010 foi re-editado pela Verus, selo do Grupo Editorial Record. A trama gira entorno do personagem Ablon, um anjo renegado condenado a vagar no mundo dos homens por ter se revoltado contra Miguel. E Shamira a Feiticeira de En-Dor , que o ajuda na jornada histórica até o apocalipse.
O livro se divide em 3 partes intituladas A vingadora sagrada, A ira de Deus e o Flagelo de fogo.

***
Há muitos e muitos anos, há tantos anos quanto o número de estrelas no céu, o Paraíso Celeste foi palco de um terrível levante. Um grupo de anjos guerreiros, amantes da justiça e da liberdade, desafiou a tirania dos poderosos arcanjos, levantando armas contra seus opressores. Expulsos, os renegados foram forçados ao exílio, e condenados a vagar pelo mundo dos homens até o dia do Juízo Final.
Mas eis que chega o momento do Apocalipse, o tempo do ajuste de contas, o dia do despertar do Altíssimo. Único sobrevivente do expurgo, o líder dos renegados é convidado por Lúcifer, o Arcanjo Negro, a se juntar às suas legiões na batalha do Armagedon, o embate final entre o Céu e o Inferno, a guerra que decidirá não só o destino do mundo, mas o futuro do universo.
Das ruínas da Babilônia ao esplendor do Império Romano; das vastas planícies da China aos gelados castelos da Inglaterra medieval. A Batalha do Apocalipse não é apenas uma viagem pela história humana, mas é também uma jornada de conhecimento, um épico empolgante, cheio de lutas heroicas, magia, romance e suspense.

Quando o apocalipse chega, o renegado precisa decidir de que lado lutará ao ver as forças de Lúcifer prontas para declarar guerra aos céus e colocar fim à humanidade.

***

Uma das coisas que mais me chamou a atenção foram os flashbacks que levam o leitor a viajar por vários períodos da história humana,  passando por cidades mitológicas (Enoque e Atlântida),  pela Babilônia, Alexandria, Roma, Constantinopla, Jerusalém,  até os dias atuais no Rio de Janeiro e Israel. Somos apresentados a povos, tradições e culturas, descritos com riqueza nos detalhes. As viagens de Ablon pelo tempo mostram as mudanças da humanidade, e as  mudanças que vão acorrendo no interior do anjo renegado.

É impressionante como o autor conseguiu escrever um livro grande sem deixa-lo monótono e sem se desviar da ideia central, devo admitir que em alguns flashbacks pensei que a história e os personagens ficariam perdidos e o livro iria por água abaixo, mas isso não aconteceu. Será que o livro é tão bom assim? Sim, o livro é surpreendente, com desfechos impressionantes.

Vale lembrar que é um livro de fantasia/ ficção o autor é muito criativo, apesar de  construir o livro sob uma base cristã a história gira sob um olhar totalmente diferenciado. Vejam esse livro como um meio de soltar sua imaginação ao máximo, permitindo-se ir além do esperado. 









4 DE JULHO



4 de Julho
Autor: James Patterson 
Editora: Arqueiro
Ano de lançamento: 2011 
Número de Páginas: 224 

"Ela não teve escolha e agora está no banco dos réus. Um novo desafio para o Clube das Mulheres contra o Crime." 

Uma policial exemplar
A tenente Lindsay Boxer não podia vacilar: era matar ou morrer. Ela estava na mira de uma arma. Se não puxasse o gatilho da sua pistola, a Polícia de São Francisco perderia um dos seus melhores oficiais. Lindsay não teve dúvida, afinal era legítima defesa.  
A renomada policial transforma-se em vilã quando atira em dois pré-adolescentes numa operação desastrada. Inocente ou culpada? Lindsay será julgada pela sociedade por atirar em dois supostos "anjos", mas, para a polícia, garotos cruéis, suspeitos de crimes gravíssimos. O resultado: uma adolescente morta, uma cidade dividida e a tenente no banco dos réus.
Antes de ser levada a júri, Lindsay resolve descansar na pitoresca Half Moon Bay. Mas não é exatamente descanso o que ela encontra. Uma série de crimes vem assustando a pequena cidade. Não há pistas nem testemunhas. Porém um detalhe intriga a tenente e pode ter ligação com um caso jamais resolvido.
Com a ajuda das amigas Claire e Cindy nas investigações, Lindsay corre contra o relógio para deter a onda de assassinatos. Enquanto isso, conta com o auxílio da advogada Yuki Castellano para provar que é inocente da acusação que pesa sobre seus ombros.
4 de julho é o quarto livro da série CLUBE DAS MULHERES CONTRA O CRIME, mas em momento algum ficamos perdidos na narrativa.

***
A tenente Lindsay Boxer é uma personagem incrível, do tipo que não se entrega fácil, sempre lutando por justiça e acreditando que pode fazer a diferença com seu trabalhado.
Com um livro policial-jurídica James Patterson criou um suspense maravilhoso que esquenta a cada página.
Confesso ! Amei esse livro e me peguei em vários momentos do dia tentando descobrir quem era o assassino de  Half Moon Bay. Mas uma vez só posso dizer: 
AS PÁGINAS VIRAM SOZINHAS.


Leia trecho:






          Baseado no "Namore uma garota que lê",
          texto escrito pela Rosemary Urquico e
          traduzido e adaptado para o português
          pela Gabriela Ventura


Namore um cara que se orgulha da biblioteca que tem, ao invés do carro, das roupas ou do penteado. Ele também tem essas coisas, mas sabe que não é isso que vai torná-lo interessante aos seus olhos. Namore um cara que tenha uma pilha de três ou quatro livros na cabeceira e que lembre do nome da professora que o ensinou as primeiras letras.

Encontre um cara que lê. Não é difícil descobrir: ele é aquele que tem a fala mansa e os olhos inquietos. Ele é aquele que pede, toda vez que vocês saem para passear, para entrar rapidinho na livraria, só para olhar um pouco. Sabe aquele que às vezes fica calado porque sabe que as palavras são importantes demais para serem desperdiçadas? Esse é o que lê.

Ele é o cara que não tem medo de se sentar sozinho num café, num bar, num restaurante. Mas, se você olhar bem, ele não está sozinho: tem sempre um livro por perto, nem que seja só no pensamento. O rosto pode ser sério, mas ele não morde, não. Sente-se na mesa ao lado, estique o olho para enxergar a capa, sorria de leve. É bem fácil saber sobre o quê conversar.

Diga algo sobre o Nobel do Vargas Llosa. Fale sobre sobre as novas traduções que andam saindo por aí. Cuidado: certos best-sellers são assunto proibido. Peça uma dica. Pergunte o que ele está lendo –e tenha paciência para escutar, a resposta nunca é assim tão fácil.

Namore um cara que lê, ele vai entender um pouco melhor seu universo, porque já leu Simone, Clarice e –talvez não admita– sabe de memória uns trechos de Jane Austen. Seja você mesma, você mesmíssima, porque ele sabe que são as complicações, os poréns que fazem uma grande heroína. Um cara que lê enxerga em você todas as personagens de todos os romances.

Um cara que lê não tem pressa, sabe que as pessoas aprendem com os anos, que qualquer um dos grandes tem parágrafos ruins, que o Saramago começou já velho, que o Calvino melhorou a cada romance, que o Borges pode soar sem sentido e que os russos precisam de paciência.

Um namorado que lê gosta de muita coisa, mas, na dúvida, é fácil presenteá-lo: livro no aniversário, livro no Natal, livro na Páscoa. E livro no Dia das Crianças, por que não? Um cara que lê nunca abandonará uma pontinha de vontade de ser Mogli, o menino lobo.

E você também ganhará um ou outro livro de presente. No seu aniversário ou no Dia dos Namorados ou numa terça-feira qualquer. E já fique sabendo que o mais importante não é bem o livro, mas o que ele quis dizer quando escolheu justo esse. Um cara que lê não dá um livro por acaso. E escreve dedicatórias, sempre.

Entenda que ele precisa de um tempo sozinho, mas não é porque quer fugir de você. Invariavelmente, ele vai voltar –com o coração aquecido– para o seu lado. Demonstre seu amor em palavras, palavras escritas, falas pausadas, discursos inflamados. Ou em silêncios cheios de significados; nem todo silêncio é vazio.

Ele vai se dedicar a transformar sua vida numa história. Deixará post-its com trechos de Tagore no espelho, mandará parágrafos de Saint-Exupéry por SMS. Você poderá, se chegar de mansinho, ouví-lo lendo Neruda baixinho no quarto ao lado. Quem sabe ele recite alguma coisa, meio envergonhado, nos dias especiais. Um cara que lê vai contar aos seus filhos a História Sem Fim e esconder a mão na manga do pijama para imitar o Capitão Gancho.

Namore um cara que lê porque você merece. Merece um cara que coloque na sua vida aquela beleza singela dos grandes poemas. Se quiser uma companhia superficial, uma coisinha só para quebrar o galho por enquanto, então talvez ele não seja o melhor. Mas se quiser aquela parte do “e eles viveram felizes para sempre”, namore um cara que lê.

Ou, melhor ainda, namore um cara que escreve.


      

Publicado originalmente em: 
O DIA DA CAÇA



O Dia da Caça
Autor: James Patterson.
Editora: Arqueiro.
Ano de lançamento: 2011.
Página: 224.



Alex Cross está diante do criminoso mais cruel que já enfrentou. Furioso, Cross decide pegar o assassino a qualquer custo. O detetive entre numa caçada implacável, numa terra sem lei.


"O primeiro piso contava uma história macabra, que desenhava os contornos da matança… Embora eu possa garantir que já vi coisas tenebrosas em serviço, aquela cena, a monstruosidade dela, me congelou… Aqueles pobres coitados haviam sido atacados com algum tipo de arma cortante afiada. Os corpos estavam mutilados.
— Meu Deus, meu Deus… – murmurei.
Era uma oração, uma praga contra os assassinos ou, mais provavelmente, as duas coisas.
Um dos peritos em impressões digitais respondeu baixinho:
— Amém."


O livro começa com um crime bárbaro quando o detetive Alex Cross é chamado para investigar um caso de assassinato, depara-se com a cena de crime mais terrível que já viu em toda a sua carreira: uma família inteira foi morta dentro de casa. Tudo fica ainda mais chocante quando ele descobre que uma das vítimas é Ellie Cox, sua ex-namorada dos tempos de faculdade.
Com a ajuda de sua atual namorada, a detetive Bree Stone, ele começa as investigações e é levado ao submundo de Washington. O que descobre é pior do que imaginava: os responsáveis por tamanha atrocidade são adolescentes – meninos, na verdade.
Logo depois outro crime acontece, novamente envolvendo uma família inteira, só que dessa vez alguns membros dela estavam nos Estados Unidos e outros, na África. A investigação leva a crer que o assassino, conhecido apenas como Tiger, viajou para a Nigéria. Sem hesitar, Cross vai atrás dele. Capturado, espancado e desprotegido, logo descobre que o criminoso – conhecido apenas como Tiger – não está sozinho. Na verdade, ele conta com a ajuda de pessoas muito poderosas e influentes. 
Numa caçada implacável, numa terra sem lei Cross se vê diante de um terrível cenário de miséria, violência e guerra civil iminente. Sem nenhuma ajuda, ele se envolve numa luta contra a corrupção e contra uma conspiração que parece não ter fronteiras.
De volta aos EUA, ele percebe que caíra em uma armadilha. De caçador, passou a ser a caça. Tiger estava de volta, mas gora seu alvo era o detetive de polícia Alex Cross e sua família.



Para quem ainda não conhece James Patterson vou logo avisando ... é viciante... rssrs. A história é contata de forma objetiva e sem enrolação, fazendo o texto fluir sem prolongar as cenas dando agilidade ao enredo. Em muitos momentos a descrição dos crimes é tão bem detalhada que chega ser chocante, mas isso não impede que seja uma ótima leitura. 
Para quem gosta de um bom livro policial fica a dica de uma leitura tensa e alucinante, quando se entra na história fica difícil parar, só posso dizer que:
AS PÁGINAS VIRAR SOZINHAS.




ALTA TENSÃO



Autor: Harlan Coben
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580410211
Ano de lançamento: 2011
Páginas: 272



Harlan Coben conta a história de Myron Bolitar que se vê frente a frente com um passado de mentiras e intrigas, é um trailer eletrizante e cheio de suspense. 

Myron Bolitar atende ao pedido de ajuda de sua amiga e clienter Suzze T. , ex-prodígio do tênis, que quer encontrar o autor de um comentário deixado em seu Facebook,  que põe em duvida a paternidade de seu filho com o astro do rock Lex Rider, que sai de casa após ler o texto  que diz "não é dele". Suzze pede ajuda a Myron para encontrar  o autor do texto e trazer de volta seu marido. 


Descobrir o paradeiro de Lex não é uma tarefa difícil para um ex-agente do FBI. Mas, na mesma boate onde o encontra, Myron é surpreendido ao ver Kitty, sua cunhada que não via há dezesseis anos. Ela e seu irmão Brad abandonaram a família e saíram pelo mundo, a pressão aumenta ao se deparar com segredos do passado, onde nada é o que parece, Myron começa a se questionar se realmente vale a pena mexer no passado.

Junto com seus amigos amigos Win,  Esperanza e Big Cindy, Myron parte para a aventura mais difícil de sua vida, seu passado vem à tona e, junto com ele, feridas que jamais se fecharão.


É incrível como Harlan Coben coloca os personagens frente a frente com segredos que acabaram com carreiras promissoras, afastaram pessoas e destruíram vidas. Colocando em xeque o quanto podemos interferir na vida das pessoas, ele consegue entrelaçar os acontecimentos, dando um sentindo e ligando todos os pontos por menor que sejam, nenhuma informação é dispensável no contexto da trama.


Na minha classificação o livro é ótimo, há muito tempo não lia um livro tão empolgante.

Se você curte uma boa investigação, sugiro: leia assim que puder !


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