A CIDADE DO SOL






Autor: KHALED HOSSEINI
Editora: Nova Fronteira
Ano de lançamento: 2007
Número de páginas: 368


Quando comecei ler esse livro já imaginava que iria gostar, pois já tinha lido " O Caçador de Pipas”, mesmo assim me surpreendi, a história é muito bem construída e envolvente, tendo como pano de fundo a história do Oriente Médio , assim como os conflitos e as guerras pelas quais aquela região passou. Mas o que realmente marcou foi como o autor conseguiu unir a história de duas mulheres criadas de forma completamente diferentes, mas que juntas constroem uma linda história de amizade, luta e coragem.

Nesse livro Khaled Housseini voltar a ter como cenário a capital do Afeganistão, Cabul, mostrando mais uma vez a cultura de onde nasceu.  A Cidade do Sol é um romance envolvente, que leva o leitor a viajar pela cultura islâmica, vivenciando todas as belezas e contrastes.


“Aprenda isso de uma vez por todas, filha: assim como uma bússola precisa apontar para o norte, assim também o dedo acusador de um homem sempre encontra uma mulher à sua frente. Sempre. Nunca se esqueça disso, Mariam.”



   Sinopse do livro:



A cidade do sol conta a história de Mariam e Laila. Mariam tem 33 anos e viveu metade de sua vida num casebre isolado, distraindo-se com as flores, os mosquitos e as pedras de um riacho. Quando ela tinha quinze anos, sua mãe morreu e Jalil, o homem que deveria ser seu pai, a deu em casamento a Rashid, um sapateiro de 45 anos. Na grande cidade, Mariam cumprirá seu destino de mulher: servir ao marido e dar-lhe muitos filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. 

Laila tem 14 anos. É filha de um professor que sempre lhe diz: “Você pode ser tudo o que quiser.” Sua mãe preocupa-se com os filhos que partiram para lutar contra os soviéticos, e esquece que a menina precisa tanto de sua atenção como os rapazes de suas preces. Laila vai à escola todos os dias, é inteligente, sonha com países distantes e com seu amigo, Tariq. Sempre soube que a vida era muito maior do que casar e ter filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. 

Confrontadas pela turbulência da história de um país, o que parecia impossível acontece: Mariam e Laila se encontram e estão absolutamente sós, com suas expectativas sobre a vida viradas de cabeça para baixo. A partir desse momento, embora o acaso — e também o ódio e a insensatez — continue a decidir seus passos, outra história começa a ser contada. Aquela que apaga as fronteiras entre países, entre idéias, entre Ocidente e Oriente, entre o justo e o injusto, amor e ódio, bem e mal, entre homens e mulheres.



Uma jovem Mariam está sentada junto à mesa, fazendo uma boneca à luz de uma lamparina a óleo. Está cantarolando. Tem o rosto suave e juvenil, o cabelo foi lavado e está penteado para trás. E não lhe falta nenhum dente. Laila a vê colar pedaços de lã na cabeça da boneca. Em poucos anos, essa menina vai ser uma mulher que pede muito pouco da vida, que nunca incomoda ninguém, que nunca deixa transparecer que ela também tem tristezas, desapontamentos, sonhos que foram menosprezados. Uma mulher que vai ser uma rocha no leito de um rio, suportando tudo sem se queixar [...]'




“Eu vou buscar vingança contra aqueles que traíram a minha família. Eu sou Ezio Auditore de Florença. Eu sou um assassino … ”






Autor: Oliver Bowden
Editora: Galera Record
Lançamento: 2011 
Páginas: 363


Assassin's Creed: Renascença conta a história de Ezio Auditore da Firenze, um jovem obrigado a crescer e a amadurecer após o assassinato de parte da sua família e se torna um assassino, na Itália Renascentista.
Traído pelas famílias que governam as cidades-estado italianas, embarcando em uma jornada épica em busca de vingança. Para acabar com a corrupção e restaurar a honra de sua família, ele irá aprender a Arte dos Assassinos.
Ao longo do caminho, Ezio terá de contar com a sabedoria de grandes mentores, como Leonardo da Vinci e Nicolau Maquiavel, sabendo que sua sobrevivência depende inteiramente de sua perícia e habilidade.





As armas são um caso à parte, achei ótima a ideia de Ezio possuir uma lâmina que sai de um mecanismo considerado avançado para a época, essa arma por sinal foi muito importante para vários desfechos, devo admitir que sem a adaga muita coisa não seria resolvida.

Para os aliados, Ezio tornou-se uma força de mudança, lutando por liberdade e justiça. Para os inimigos, ele se tornará uma ameaça, dedicado de corpo e alma à destruição dos tiranos que oprimem o povo italiano.

Uma das melhores coisas do livro é  o fato da historia ser recheada de ação do começo ao fim, sendo impossível ficar entediado, acredito que isso agradará  muitos leitores. O livro mostra de forma detalhada como foi o treinamento de Ezio, para torna-se um assassino.
Assim começa uma épica história de poder, vingança e conspiração.



Como é um livro baseado em um game com o mesmo nome, fiquei com o pé atrás, achando que o livro poderia deixar a história um pouco vaga, mas me surpreendi, pois o livro é cativante e emocionante.

Contado de forma ágil, sem deixar histórias e acontecimentos inacabados, Assassin’s Creed é uma história de vingança, perdas e de amadurecimento do jovem Ezio, que ao longo do livro torna-se um homem lendário entre seus admiradores e entre seus inimigos.

Apesar do desfecho não ter sido como eu imagina eu gostei, todo o decorrer do livro é surpreendente e prazeroso. Acredito que é uma ótima leitura.



ILHA DE VERÃO


"Às vezes a única maneira de resgatar o 
que se perdeu é voltando para casa."






Quando me falaram desse livro não tive curiosidade em ler, mas de tanto olhar para ele na estante  não resisti, pronto !!!  fiquei presa nessa incrível história. A cada página descobrimos uma relação intensa entre mãe e filha, como uma especie de cebola em que retiramos camada por camada, e aos poucos começamos a ser cativados pelos personagem e descobrimos os segredos que foram guardados por tantos anos.


***



É a história de cinco vidas marcadas por um passado mal compreendido e um presente reconciliador. Nora Bridget, Ruby e Caroline filhas de Nora, Eric e Dean.

A aspirante a comediante Ruby Bridge usa seu talento para mascarar a amargura que a acompanha desde os 16 anos, quando Nora, sua mãe, a abandonou. Mas Nora agora está enferma e sua filha aceita cuidar dela, ainda que com relutância. Assim, Ruby retorna à ilha idílica onde no passado elas formaram uma família.

Nora era divorciada e mãe de Ruby e Caroline. Fazia anos que Nora não falava com sua filha mais nova, Ruby, que a culpava de ter sido causadora do fim do casamento com seu pai e de abandonar as filhas em busca de fama. Caroline, sua outra filha, mantinha certo contato, mesmo que distante. Nora no fundo sabia que as filhas a odiavam por tudo que aconteceu a elas depois do fim do casamento.

Eric estava morrendo de câncer, o tratamento havia terminado e não havia mais possibilidades de cura. Assim como Nora, Eric foi excluído da sua família quando revelou ser gay. O que mais lhe doía era à distância do irmão. Após receber um telefonema do irmão, Dean se dá conta do tempo que perdeu sem manter contato com o irmão Eric.


É um drama surpreendente !!!








O MACHADO GENTIL




 O Machado Gentil
 Autor: R. N. Morris
Editora: Planeta do Brasil
Número de páginas: 368
Ano de lançamento: 2007


O machado gentil conta a história de dois assassinatos que aconteceram em São Petersburgo. Porfiri Petrovitch, personagem do clássico Crime e castigo, de Fiódor Dostoievski, ressurge para viver um novo suspense. Quando a velha prostituta Zoia Petrova recolhia lenha, se deparou com dois cadáveres: o corpo de um anão com um corte na cabeça que estava curiosamente guardado numa pequena mala e um camponês balançando preso a uma árvore por uma corda no pescoço e um machado ensangüentado em sua cintura. A história parecia bastante clara: Homicídio seguido de suicídio. O caso estaria encerrado não fosse Porfiri Petrovitch e sua insistência.

O machado gentil é um thriller histórico que revela o lado mais negro da alma humana.


A curiosidade de chegar ao final e descobrir como Porfiri Petrovitch iria desvendar esse crime era tão grande que demorei apenas dois dias para terminar.

É um livro incrível, que atiça a nossa curiosidade!!!







DIA 07 DE JANEIRO 

DIA DO LEITOR.




Muito mais que entender e interpretar a história, o leitor tem uma harmoniosa relação com seu livro ao perceber que, é um importante instrumento de cultura, entretenimento, educação e diversão.










Viajar pela leitura
sem rumo, sem intenção.
Só para viver a aventura
que é ter um livro nas mãos.
É uma pena que só saiba disso
quem gosta de ler.
Experimente!
Assim sem compromisso,
você vai me entender.
Mergulhe de cabeça 
na imaginação!















A Menina que Roubava Livros
Autor: Markus Suzak
Editora: Intrínseca 
Ano de lançamento: 2007
Páginas: 500


A narradora da história é a Morte (a própria, que todos conhecem ou que irão conhecer algum dia!).

Liesel é uma menina pobre, que mora em uma cidadezinha alemã em meio ao medo e a pobreza trazida pela guerra e através de seus olhos pueris, vemos o horror de um regime discriminatório e segregacionista e um povo que se cegou frente a adoração a um líder forte e carismático. Ela busca sempre viver uma infância feliz, jogando futebol com seus amigos e aprendendo a ler com seu pai adotivo, o acordeonista Hans, mas a insegurança trazida pela perseguição a judeus e opositores ao regime e o medo trazido pela guerra que iminentemente chegaria a sua pequena comunidade sempre a alcançam.

Para fugir dessa difícil realidade, Liesel recorre aos livros. Mas sua família não tem dinheiro para comprá-los e a solução encontrada por ela é furtá-los! Entre um pequeno e emocionante furto e outro, acompanhamos o dia a dia dessa inteligente menininha, a vida em sua comunidade, sua relação com seu vizinho e melhor amigo, o amor que nutre pelo seu pai, as aulas de leitura no porão de sua casa.

 “A Menina Que Roubava Livros" é um livro emocionante, que nos transporta entre a inocência da infância de uma criança e a realidade brutal e horrorosa de uma guerra, sempre nos lembrando que a felicidade está logo ao nosso lado e que devemos aproveitá-la ao máximo enquanto podemos. É uma obra-prima desse jovem autor australiano, que nos brinda com esta singela história construída no limiar entre a alegria e a tristeza, o amor e a desilusão.






"Inclinou-se, olhou para seu rosto sem vida, e então beijou a boca de seu melhor amigo, Rudy Steiner, com suavidade e verdade. Ele tinha um gosto poeirento e adocicado. Um gosto de arrependimento à sombra do arvoredo e na penumbra da coleção de ternos do anarquista."

Acho que muita gente conhece essas palavras citadas acima, são do livro “A Menina que Roubava Livros”, eu particularmente amei esse livro, amei mesmo de paixão, nunca tinha lido uma história contada com tanta calma e suavidade, a morte apresentou-se de forma serena, tranqüila, paciência e humana, uma “morte” bem diferente do que vimos em outras literaturas, está é muito observadora e atenta aos seres humanos, que se preocupa com seus hábitos e com seu cotidiano, sem com isso deixar de cumprir seu trabalho, buscar e carregar suas almas.

"  EIS UM PEQUENO FATO 
Você vai morrer.
Com absoluta sinceridade, tento ser otimista a respeito de todo esse assunto, embora a maioria das pessoas sinta-se impedida de acreditar em mim, sejam quais forem meus protestos. Por favor, confie em mim. Decididamente, eu sei ser animada, sei ser amável. Agradável. Afável. E esses são apenas os As. Só não me peça para ser simpática. Simpatia não tem nada a ver comigo."






Quando comecei a ler esse livro achei que seria chato ou ate mesmo sem graça, a morte contando uma história? Que idiotice; pois bem, me enganei e muito. Fiquei encantada com o livro e principalmente com os personagens. Liesel Meminger.

Liesel Meminger é a menina que nossa narradora — a morte — encontrou três vezes. A garotinha conseguiu tapeá-la nas três.
Impressionada, a ceifadora de almas decidiu nos contar sua trajetória, pois, como ela mesma diz, em seu ramo de trabalho, o único dom que lhe salva é a distração.
Foi nos livros que Liesel viu a oportunidade de fugir daquilo tudo que a perseguia. Ela esquecia do irmão morto com um olho aberto, no chão do vagão do trem.No abrigo, durante os bombardeios, ela sacudia as palavras para manter todos mais calmos. E longe de mim. Era a sacudidora de palavras.
Espero que assim como eu gostei outros também gostem e se identifiquem com o livro.  E boa leitura a todos!!!



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