Autor: Ben Sherwood
Editora: Novo Conceito
Páginas: 304
Ano: 2010

Um coração dividido entre dois mundos. Em uma pacata vila de pescadores da Nova Inglaterra, Charlie St. Cloud cuida dos gramados e monumentos de um antigo cemitério onde seu irmão mais jovem, Sam, está enterrado. Após sobreviver ao acidente de carro que tirou a vida de seu irmão, Charlie recebe um dom extraordinário: ele consegue enxergar, conversar e até mesmo brincar com o espírito de Sam. É neste mundo místico que entra Tess Carroll, uma cativante mulher treinando para navegar sozinha ao redor do mundo em um veleiro. O destino faz com que seu barco seja apanhado por uma violenta tempestade, trazendo-a assim para a vida de Charlie. Sua bela e incomum ligação os leva a uma corrida contra o tempo e a uma escolha entre a vida e a morte, entre o passado e o futuro, entre apegar-se ou deixar o passado para trás – e a descoberta que milagres podem acontecer se nós simplesmente abrirmos nossos corações.

"Confie no seu coração, mesmo se os mares explodirem em chamas, e viva pelo amor, mesmo se as estrelas andarem para trás" 

Resenha:
Depois do acidente que matou seu irmão mais novo, Charlie arrasado pela perda e se sentindo culpado se fecha completamente para o mundo.
O curioso é que passa a ver espíritos,ele sem coragem para seguir adiante com sua vida, começa a trabalhar no cemitério da cidade , onde todos os dias exatamente na hora do crepúsculo ele se junta ao irmão para jogar Baseball,no santuário criado por ele dentro do cemitério, cumprindo assim a promessa que havia feito quando ambos passaram a linha da morte.

Charlie se tornou "o amigo"dos espíritos que preambulavam pelo cemitério, antes de ir para o outro lado, alguns não se demoravam, outros ficavam bastante tempo e por fim eram também os únicos amigos que ele tinha.Dessa maneira se passaram 13 anos,até que um dia conheceu Tess Carroll.

Tess uma espécie de celebridade na cidade devido a um projeto e sonho de dar volta ao mundo velejando, a muitos anos tinha se preparado pra isso. Ela estava ali na sepultura de seu pai e eles vivem uma noite mágica, Charlie agora se vê angustiado como deixar de cumprir uma promessa e nunca mais ver o irmão e como ter Tess que adora viajar e ele sabe que ela fora traçada  especialmente para ele.

Querem saber se ela está viva e como termina esse livro? Leiam! O livro traz além de uma bela estória de amor que nos encanta  e explora a linha entre a vida e a morte ,traz também uma mensagem de conforto aos que perderam alguém.

Os personagens são marcantes e te envolve de uma forma branda ,você lê esse livro sem desespero, mas também sem vontade de largar, ele te faz ri e chorar numa mesma página.
O livro é uma mistura de drama, romance, amizade, milagre, honra e esperança, uma lição de vida.








Postado por: Márcia Lopes Assis.



Eu Sou o Número Quatro 

Os Legados de Lorien 
Livro 1 





Título : Eu sou o Número Quatro
Autor: Pittacus Lore
Ano de Lançamento: 2011
Número de Páginas: 352 Páginas
Editora: Intrínseca

Nove bebês aliens estão se escondendo entre os seres humanos, eles fugiram de seu planeta natal, Lorien, para se esconder na Terra. Uma espécie invasora, os Mogadorianos, destruiu seu planeta, e seguiram eles a Terra para caçá-los. Cada um dos nove aliens é dado a um tutor para desenvolver seus poderes sobre-humanos enquanto se tornam adultos e lhes são atribuídos números. Estas últimas crianças de Lorien só podem ser mortas na sequência de seus números. O Numero Quartro, ou John, é o personagem principal da trama. Vive mudando de cidade para não atrair a atenção Mogadorians , é cheio de duvidas e ao mesmo tempo decidido , e a única certeza que ele tem é que Um, Dois e Três já foram mortos , e ele é o próximo. 

"Nove de nós vieram para cá. Somos parecidos com vocês. Falamos como vocês. Vivemos entre vocês. Mas não somos vocês. Temos poderes com os quais vocês só podem sonhar. Somos mais fortes e mais rápidos que qualquer coisa que já viram. Somos os super-heróis que vocês idolatram nos filmes — mas somos reais.
Nosso plano era crescer, treinar, nos tornar mais poderosos e nos unir, para então enfrentá-los. Porém, eles nos encontraram antes. E começaram a nos caçar. Agora, estamos fugindo.


O Número Um foi capturado na Malásia.

O Número Dois, na Inglaterra.

E o Número Três, no Quênia.

Eu sou o Número Quatro.

Eu sou o próximo.”


***
Pela primeira vez vou postar uma resenha onde achei o livro razoável, a história é boa principalmente por se tratar de aliens, mas em alguns momentos fiquei entediada. Como o livro é narrado em primeira pessoa acabei sentindo falta de uma visão mais abrangente dos fatos.

A leitura é fácil, simples e corre de forma agradável, apesar de ter potencial  para ser um grande livro acabou se perdendo no romance entre os personagens John e Sarah o que resultou numa disputa de espaço com a história do planeta Lorien que a meu ver é bem mais interessante que um romance adolescente. Particularmente não consegui confiar no personagem John que me pareceu um personagem tão frágil, talvez tenha sido por causa do romance, pode parecer que estou implicando com o romance abordado no livro, mas não é isso, quando me interesso por uma história de ficção científica quero ficção científica e não um romance, mas acredito que o foco no namoro de Sarah e John tenha sido para mostrar o lado humano do personagem. Não tenho como negar que a história do planeta Lorien foi muito bem construída.

Em compensação conseguimos viajar para outro planeta com o personagem Henri (guardião do jovem John), na medida em que Henri vai ensinando sobre o planeta Loren para John conseguimos entender melhor os costumes e a história do povo lorieno.

Não da pra considerar como sendo O MELHOR LIVRO DA MINHA VIDA, mas é uma história boa que me deixou interessada na continuação e com gostinho de quero mais. Adorei o final do livro, toda a ação que esperei durante o livro todo aconteceu no final, fiquei sem fôlego, foi impossível desgrudar os olhos das páginas. A narração de Pittacus nos momentos de tensão é incrível! Consegue realmente prender o leitor.

Boa leitura a todos !!!











SE HOUVER AMANHÃ





Editora: Record
Assunto: Literatura Estrangeira / Romances
Edição: 28ª
Ano: 1997 
Páginas: 402

Sinopse
Crimes perfeitos, como o roubo de um quadro de Goya do Museu do prado, são um desafio pára Tracy Whitney. Mas ela não é uma ladra qualquer: para vingar-se dos homens que a colocaram injustamente na prisão, Tracy torna-se uma especialista em aplicar golpes em empresários inescrupulosos. De Nova Orleans a Londres, passando por Paris, Biarritz, Madri e Amsterdam, ela desafia a Interpol com uma série de ações ousadas, tendo como rival apenas Jeff Stevens, um irresistível trambiqueiro.


"Na penitenciária, ela se vê cercada das criminosas mais violentas que jamais imaginou existir e, ao ser estuprada e violentada por elas, perde o bebê que estava esperando, mas começa a enxergar sua nova realidade: o mundo que conhecia não existia mais, a mãe maravilhosa e carinhosa estava morta e o noivo perfeito não a queria mais, e se quisesse sobreviver para se vingar daqueles que a haviam colocado ali, teria que mostrar a todos quem ela era. "


Resenha
Eu sou apaixonada por livros de romances e nessa categoria Sidney Sheldon pra mim é o melhor. Nesse livro Sidney nos coloca na cadeia com Tracy Whitney, culpada por roubo que não cometeu. Tracy era uma pessoa comum, que levava uma vida comum,mas desde que sua mãe cometera  suícídio, sua vida começou a mudar drasticamente. Se vê grávida,abandonada pelo noivo e presa com pena de 15 anos. E aí que começa a emoção.Na cadeia ela planeja vingança contra os responsáveis que a mandaram pra lá.

E assim que conseguiu provar sua inocência pôs seu plano em ação , conseguindo fazer cada um pagar, porém descobriu que uma vez com o nome na lama seria complicado viver como uma pessoa normal, então  vai ao encontro de um joalheiro ,Conrad Morgan, numa outra cidade, amigo de uma ex-colega de cela, a partir desse dia sua vida mudaria para sempre. Veio se tornar a melhor ladra de todos os tempos e entre um roubo e outro , conhece Jeff Stevens, charmoso ,cativante e irônico.

Os dois vivem uma relação de amor e ódio, principalmente que são rivais nos negócios. Por fim chega um momento que eles tem que se unir contra um inimigo em comum, um caçador de ladrões que está atrás dos maiores ladrões de arte e jóias da Europa. Que por acaso são os dois!

O final é surpreendente. O livro é espetacular,merece ser lido, ele te prende do começo ao fim e você fica torcendo pela heroina mesmo sabendo que ela está errada.



Postado por: Márcia Lopes Assis

A BOLA

O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola.
O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse "Legal!". Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando não gostam do presente ou não querem magoar o velho.
Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.
- Como e que liga? - perguntou.
- Como, como é que liga? Não se liga.
O garoto procurou dentro do papel de embrulho.
- Não tem manual de instrução?
O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.
- Não precisa manual de instrução.
- O que é que ela faz?
- Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.
- O quê?
- Controla, chuta...
- Ah, então é uma bola.
- Claro que é uma bola.
- Uma bola, bola. Uma bola mesmo.
- Você pensou que fosse o quê?
- Nada, não.
O garoto agradeceu, disse "Legal" de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado Monster Baú, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente.
O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina. O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.
- Filho, olha.
O garoto disse "Legal" mas não desviou os olhos da tela.
O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada.
Talvez um manual de instrução fosse uma boa idéia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.

(Luis Fernando Veríssimo)









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