A BAILARINA 




Esta menina 
tão pequenina 
quer ser bailarina. 

Não conhece nem dó nem ré 
mas sabe ficar na ponta do pé. 

Não conhece nem mi nem fá 
mas inclina o corpo para cá e para lá. 

Não conhece nem lá nem si, 
mas fecha os olhos e sorri. 

Roda, roda, roda com os bracinhos no ar 
e não fica tonta nem sai do lugar. 

Põe no cabelo uma estrela e um véu 
e diz que caiu do céu. 

Esta menina 
tão pequenina 
quer ser bailarina. 

Mas depois esquece todas as danças, 
e também quer dormir como as outras crianças.


(Cecília Meireles)









INCIDENTE EM ANTARES




Autor: Érico Veríssimo
Editora: Companhia das Letras
Ano: 1971
Páginas: 496 

Érico Veríssimo, foi por causa desse nome que resolvi ler Incidente em Antares, como nunca tinha lido nada desse autor antes resolvi começar por esse livro que por coincidência foi o último romance de Veríssimo, pra ser mais exata foi uma escolha aleatória, e descobri que foi uma escolha muito bem feita ou de muita sorte, pois o livro é fantástico. Imagine uma greve geral onde até os coveiros resolvem fazer greve, e decidem não enterrar os defuntos da cidade, pois é assim que começa a história de uma pequena cidade do Rio Grande do Sul, Antares.

Em dezembro de 1963, uma sexta-feira 13, a matriarca Quitéria Campolargo arregala os olhos em sua tumba, imaginando estar frente a frente com o Criador. Mas logo descobre que está do lado de fora do cemitério da cidade de Antares, junto com outros seis cadáveres, mortos-vivos como ela, todos insepultos. 
Uma greve geral na cidade, à qual até os coveiros aderiram, impede o enterro dos mortos. Que fazer? Os distintos defuntos, já em putrefação, resolvem reivindicar o direito de serem enterrados - do contrário, ameaçam assombrar a cidade. Seguem pelas ruas e casas, descobrindo vilanias e denunciando mazelas. O mau cheiro exalado por seus corpos espelha a podridão moral que ronda a cidade. 
Em Incidente em Antares, Érico Veríssimo faz uma sátira política contundente e hilariante que, mesmo lançada em 1971, em plena ditadura militar, não teve receio de abordar temas como tortura, corrupção e mandonismo.

"Desta vez abri a veia da sátira e deixei seu sangue escorrer livre e abundantemente." 
 Érico Veríssimo


Selo Seu blog é divo




Amei, muito lindo!




Olá pessoal.

Acabei de ganhar um selo indicado pela minha parceira Márcia do blog Mundo Literário 
Obrigada por me indicar!

Regrinhas: 
Responder algumas perguntinhas e escolher 10 Blogs para repassar este meme e passar o link de seus respectivos blogs.

Perguntinhas
  • Seu Nome: Jéssica Rodrigues
  • Sua Idade: 20
  • Se você fosse uma personagem de livro, quem você gostaria de ser?
R: Gostaria de ser a  Liesel  de A Menina que Roubava Livros, ela é uma garota apaixonada por livros, corajosa, forte e  sempre procura ser feliz mesmo diante das dificuldades.
  • Qual a melhor parte de se ter um blog?
     R: Os comentários. É quando posso entrar em contato com os leitores e descobrir diversas opiniões sobre os textos postados.  
  • 5 Coisas que você não suporta:
 R: Mentira, corrupção, discriminação, falta de respeito e violência. 
  • 5 Coisas que você ama:
   R: Primeiramente Deus, minha família, meu namorado, meus amigos e claro meus livros.
  • Você acha que seu blog é Divo?
 R: Claro que sim srssrsrs, vou fazer de tudo para que seja cada vez mais Divo.
  • Deixe uma mensagem para seus Leitores:
           R: Sem vocês o blog não seria nada. Agradeço a cada comentário e a cada visita. Obrigada ! 





Série: Os instrumentos mortais
Autor (a): Cassandra Clare
Editora: Galera

Cassandra Clare conseguiu me enfeitiçar com essa trilogia maravilhosa, me encantei com Jace, Clary, Simon, Isabelle, Luke e todos os outros personagens, todos fascinantes e corajosos, com uma pitada de sarcasmo e amor ela constrói uma ligação linda entre eles, de todos os personagens Luke foi o que mais me chamou atenção, ele é carismático, cuidadoso e tem uma história incrível.
Com uma história bem amarradinha e com vários segredos que vão sendo descobertos a cada livro, Cassandra Clare consegue nos levar literalmente para um mundo mágico chamado, Idris, onde os caçadores de sombras lutam lado-a-lado com vampiros, lobisomens e fadas com objetivo de destruir um inimigo em comum, Valentim.

O melhor de tudo foi encontrar uma heroína que não é bobinha e fica parada esperando as coisas acontecerem, Clary é corajosa, mesmo estando sozinha em alguns momentos e cercada por pessoas desconhecidas ela não desiste de enfrentar as dificuldades, pra ser sincera ela é ate um pouco “pra frente” agindo ate mesmo por impulso.  Mesmo tendo um triangulo amoroso ( Simon, Clary e Jace) a história não cai no romantismo bobo.

A série não acaba com o terceiro livro A Cidade de Vidro, mas calma... tudo que começa no 1º volume é resolvido, os livros seguintes tem os mesmo personagens mas com outro foco.
A cada livro novas surpresas.


A ALIANÇA
Esta é uma história exemplar, só não está muito claro qual é o exemplo. De qualquer jeito, mantenha-a longe das crianças. Também não tem nada a ver com a crise brasileira, o apartheid, a situação na América Central ou no Oriente Médio ou a grande aventura do homem sobre a Terra. Situa-se no terreno mais baixo das pequenas aflições da classe média. Enfim. Aconteceu com um amigo meu. Fictício, claro.

Ele estava voltando para casa como fazia, com fidelidade rotineira, todos os dias à mesma hora. Um homem dos seus 40 anos, naquela idade em que já sabe que nunca será o dono de um cassino em Samarkand, com diamantes nos dentes, mas ainda pode esperar algumas surpresas da vida, como ganhar na loto ou furar-lhe um pneu. Furou-lhe um pneu. Com dificuldade ele encostou o carro no meio-fio e preparou-se para a batalha contra o macaco, não um dos grandes macacos que o desafiavam no jângal dos seus sonhos de infância, mas o macaco do seu carro tamanho médio, que provavelmente não funcionaria, resignação e reticências... Conseguiu fazer o macaco funcionar, ergueu o carro, trocou o pneu e já estava fechando o porta-malas quando a sua aliança escorregou pelo dedo sujo de óleo e caiu no chão. Ele deu um passo para pegar a aliança do asfalto, mas sem querer a chutou. A aliança bateu na roda de um carro que passava e voou para um bueiro. Onde desapareceu diante dos seus olhos, nos quais ele custou a acreditar. Limpou as mãos o melhor que pôde, entrou no carro e seguiu para casa. Começou a pensar no que diria para a mulher. Imaginou a cena. Ele entrando em casa e respondendo às perguntas da mulher antes de ela fazê-las.



Promoção de Férias ALECOGNIÇÃO.
Promoção imperdível, valendo 150 exemplares!!




Alecognição - Leo Vieira como todos já sabem é uma série, então com o ojetivo de lançar já o segundo nos deu esse presente: Os primeiros 150 (cento e cinquenta) exemplares de "Alecognição" adquiridos no site da editora LEXIA darão direito a um próximo exemplar GRÁTIS (isso mesmo!).

Os 150 (cento e cinquenta) leitores serão catalogados e receberão os seus livros em casa com dedicatória.
Os demais livros vendidos também terão os seus leitores catalogados, mas receberão marcadores de páginas.
A cada 150 (cento e cinquenta) exemplares vendidos, um novo título será lançado, abrindo assim, um novo ciclo de promoções.
Se o autor atingir 3000 (três mil) vendas esse ano, teremos 20 (vinte) títulos novos lançados. Serão novas opções de livros para os leitores e novas promoções literárias.
E se ainda assim, as vendas superarem o programado, será revertido tudo em promoções até o final do mês de DEZEMBRO de 2012.
Para adquirir o livro clique no link:
http://www.editoralexia.com/alecognicao.html
Valor R$29,90

E teremos brindes personalizados squeeze de aluminio com a estampa do livro, mascote de pelucia. E mais surpresas por aí.
Um abraço! Boa Leitura





A MORENINHA
Como manter-se fiel ao juramento de amor feito no passado, diante de uma nova e ardorosa paixão? É o que se pergunta Augusto ao conhecer Carolina, a Moreninha.


Publicado em 1844 por Joaquim Manuel de Macedo, este é o primeiro romance de nossa literatura. Com “A Moreninha” foi dado o primeiro passo para o desenvolvimento do romance no Brasil, pois retratou hábitos da juventude carioca.
 A história tem início quando Felipe convida três amigos: Augusto, Fabrício e Leopoldo; para curtirem o dia de Sant’Ana na casa  de sua avó, na ilha de Paquetá. No começo Augusto se esquiva do convite, porém a presença da irmã, Carolina (a moreninha), e das primas de Filipe, Joana (a pálida), e Joaquina (a loira), entre outros divertimentos, servem como incentivo para Felipe. Mas antes de ir Augusto aposta com os amigos que ele não ficaria apaixonado por nenhuma mulher durante 15 dias ou mais. Caso contrário, como pagamento ele teria que escrever um romance para contar sua paixão.

"— Sim! esse sentimento que voto às vezes a dez jovens num só dia, às vezes numa mesma hora, não é amor certamente. Por minha vida, interessantes senhores, meus pensamentos num têm dama, porque sempre têm damas; eu nunca amei... eu não amo ainda... eu não amarei jamais..."
Ao chegar à ilha, Augusto logo começa a se envolver com Carolina, irmã de Felipe. Uma menina morena e bem inteligente. Contudo, ele sente-se perturbado e acaba por confessar a Dona Ana, avó de Carolina, que enquanto criança teria se apaixonado por uma garota que sem se identificar desapareceu da sua vida. Devido ao fato, ele jurou não se apaixonar por mais ninguém durante toda vida, porém, ao conhecer a moreninha, Augusto foi dominado por um sentimento que superava o vivido em seu passado e que ele não conseguia controlar.

“Mas ela não pára: o movimento é a sua vida; esteve no jardim e em toda a parte; cantou de sobre o rochedo e ei-la outra vez no jardim! Infatigável, apenas suas faces se coraram com o rubor da agitação. Travessa menina!... Porém, ela tempera todas as travessuras com tanta viveza, graça e espírito, que menos valera se não fizera  o que faz. Não há um só, entre todos, der cuja alma se não tenham esvaído as idéias desfavoráveis que, à primeira vista, produziu o gênio inquieto de D. Carolina. O mesmo Augusto não pôde resistir à vivacidade da menina.”
Carolina repreende Augusto alegando que ele deveria permanecer fiel ao seu amor juvenil, mas Augusto contesta que não sabe quem ela é e que agora não pode negar o sentimento puro e verdadeiro que nutre por Carolina.



Este foi um dos primeiros livros que li da nossa literatura, confesso que no começo achei um pouco cansativo, acredito que devido ao tipo de escrita e a pouca idade que tinha na época. Mesmo tendo que procurar algumas palavras no dicionário eu consegui me envolver com a história e com os personagens. Acredito que muitas pessoas devam ter achado bobo, eu discordo, é uma leitura leve e um romance inocente, lindo e completo, é a prova que o amor não precisa ser escrachado. O livro também  retratar de forma clara os costumes da alta sociedade brasileira no século XIX.

O clímax do livro é o final, apesar de não ter me surpreendido, foi um final lindo e encantador. É um dos clássicos da nossa literatura brasileira que precisa ser lido.



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...