ABER ESCLARECE DÚVIDAS DE LEITORES SOBRE COMO REPARAR LIVROS


Duas bibliotecárias escreveram para a ABER pedindo orientação sobre o melhor tipo de cola usar para reparar encadernações. Veja quais foram as dicas 
Este mês a ABER recebeu duas consultas de bibliotecários interessados em saber como colar capas e lombadas de livros sem danificar o exemplar. Veja quais foram as respostas do especialista da ABER



Consulta 1:
Sou bibliotecária e tenho uma dúvida a respeito de reparo de livros que gostaria que me esclarecessem, se possível. No momento disponho apenas de uma cola PVA para isopor, em solução alcoólica, na biblioteca em que trabalho e gostaria de saber se ela serve para ser misturada a cola carboximetil.
Desculpem-me, mas procurei vários profissionais que trabalham com reparos de livros e nenhum soube me responder se ela servirá, pois nenhum deles é restaurador, então, resolvi enviar essa dúvida a vocês, da Associação de Restauradores. Não sei mais a quem recorrer.

Resposta da ABER:
Infelizmente não se pode misturar a cola branca com metil.
A cola branca é um polimero sintético resultante do acetato de vinila. O problema é que, se aplicada em papel, a cola plastifica, endurece e não há solvente para revertê-la. Reparos feitos com essa cola não podem ser revertidos. Além disso, ela exerce uma força sobre a área aplicada fragilizando as áreas adjacentes. Use a cola de amido que dá ótimo resultado e é reconhecido como cola de qualidade arquivística totalmente reversível caso necessário.

Consulta 2:
Nós da biblioteca estamos com uma dúvida. Segundo a literatura, a cola de amido pode ser um dos atrativos para baratas e traças quando usada nas lombadas de livros para reparo. Uma das alunas do curso de reparo diz que foi aconselhada a usá-la para realizar os trabalhos de reforma de livros. Você poderia nos esclarecer sobre o assunto ou indicar algum texto, artigo, que trate sobre esta dúvida?

Resposta da ABER:
A cola de amido, o tylose, e outros adesivos acrílicos testados e aprovados como materiais de qualidade arquvística so os permitidos em qualquer intervenção em acervos gerais, especiais ou raros.
Todos são quimica e fisicamente estáveis e são reversíveis.
O amido, assim como a tylose e a celulose são facilmente metabolizados pelos insetos, roedores, microorganismos frequentemente presentes em acervos bibliográficos. A presença deles nos acervos decorre da falta de rotina de higienização do local, falta de politica de preservação (inclusão de obras infestadas nos acervos) etc. E não devido a presença de cola de amido. Eles entram nas áreas de acervos e já que lá estão, atacam o que reconhecem como alimento.




Um comentário

  1. Oi, Jéssica,eu não tenho muito haver com reparação de livros,mas a dica é bem legal e útil. Valeu!!!

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