ORGULHO E PRECONCEITO

Jane Austen




Na Inglaterra do final do século XVIII, as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, uma das cinco filhas de um espirituoso, mas imprudente senhor, não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy. Neste livro, Jane Austen faz uma crítica à futilidade das mulheres na voz dessa admirável heroína — recompensada, ao final, com uma felicidade que não lhe parecia possível na classe em que nasceu.
Orgulho e Preconceito é um romance da escritora britânica Jane Austen.  Originalmente denominado First Impressions, foi escrito entre outubro de 1796 e agosto de 1797, antes de ela completar 21 anos. Em 1º de novembro de 1797, o pai de Austen mostrou o manuscrito para o editor Thomas Cadell, de Londres, mas foi rejeitado. Austen revisou o roteiro entre 1811 e 1812, e posteriormente mudou o título para Pride and Prejudice, publicado pela primeira vez em 1813. A história mostra a maneira com que a personagem Elizabeth Bennet lida com os problemas relacionados à educação, cultura, moral e casamento na sociedade aristocrática do início do século XIX, na Inglaterra. Apesar de a história se ambientar no século XIX  ainda  tem exercido fascínio nos leitores modernos.


 “É verdade universalmente admitida que um homem solteiro, possuidor de boa fortuna, deve estar precisando de uma esposa”.




Quando começei ler Orgulho e Preconceito esperava encontrar uma história entediante, e mas uma vez fui movida pela curiosidade de ler um livro tão comentado, começei sem vontade alguma, mas ... acabei encontrando algo fascinante. Jane Austen é tão talentosa que escreveu um romance que se tornou amado e admirado por séculos. Eu sou a pessoa mais chata pra romance, não é o tipo de leitura que mais gosto, mas com ela cheguei suspirar.
E finalmente pude conhecer Elizabeth Bennet, depois de ter ouvido tantos comentários sobre essa personagem que considero incrível e da qual me tornei fã absoluta. Seu carater é simplesmente único, fiquei muito feliz em conhecer uma heroína forte, determinada e inteligente. Austen nos leva para dentro da cabeça de Elizabeth Bennet e nos apresenta os pensamentos de uma jovem do século 19, através de Elizabeth. O mais interessante foi constatar que uma menina da minha idade (20 anos) já estava desesperada para casar e com 23 já era considerada uma solteirona.

"Não caçoarei do senhor por isto, o que é uma pena pois eu adoro rir..."
"Tudo isso me faz acreditar que o Sr. seria o último dos homens do mundo com quem eu me casaria. "


Sr. Darcy, o que dizer dele... Sem sombra de dúvidas foi o personagem que mais me confundiu, o seu temperamento descrito por todos e ate mesmo por Elizabeth não eram nada agradável. Parei em várias páginas procurando entender sua personalidade e suas atitudes, será ele orgulhoso? Metido ? Quem é ele afinal ? No fim das contas fiquei surpresa e encantada com seu verdadeiro caráter.
 "  Em vão tenho lutado comigo mesmo; nada consegui. Meus sentimentos não podem ser reprimidos, e preciso que me permita dizer-lhe que eu a admiro e amo ardentemente."
"Eu teria perdoado a sua vaidade se ele não tivesse ferido a minha."



Quem realmente me tocou foi o Sr. Bennet, pai de cinco filhas e casado com mulher bastante frívola, superficial e pouco inteligente. Durante todo o livro suas atitudes me chamaram a atenção, um homem culto e bem humorado.
"As mulheres gostam de ter algumas contrariedades no amor. Isso dá-lhes em que pensar e torna-as alvo de interesse para outras mulheres."


O livro possui uma grande quantidade de personagens, mas isso não chega a ser um obstáculo pois todos foram muito bem construídos e ao longo da história percebemos a importância de todos eles. Um fato que me chamou atenção foi a capacitade que  Jane Austen teve de construir personalidades tão forte e distintas para os personagens muitas vezes aplicando uma pitada de humor ácido e irônico, além de descrever com fidelidade o dia-a-dia e os costumes dos seus personagens, não chega a ser cansativo, pelo contrario  é cativante, inocente e com um desfecho surpreendente para uma sociedade vitoriana do século 19.














6 comentários

  1. Amo amo amo de paixão Orgulho e Preconceito e Jane Austen!
    É um livro mágico, não?
    O filme é melhor ainda!
    ***
    Também tenho post novo no blog, minha resenha para "Glimmerglass", de Jenna Black. Comenta?
    http://www.livroserabiscos.com/2012/08/jenna-black-glimmerglass-o-encontro-de.html

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  2. Ainda não vi o filme, mas estou ansiosa p assistir :)

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  3. Eu não consigo ter coragem de comprar e ler esse livro, eu já vi o filme e achei ele extremamente chato, eu sei que não se deve julgar um livro pelo seu filme mas eu não consigo evitar, eu não consigo imaginar o livro sendo mais interessante que o filme.
    Abraços.

    http://viciadoemlivrosefilmes.blogspot.com/

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  4. Também tenho esse problema, por esse motivo li primeiro p depois assistir, ainda não vi o filme mas gostei muito do livro :)

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  5. Nossa, eu amo tanto o livro quanto o filme "Orgulho e Preconceito". Pra falar a verdade, acho que sou viciada no filme; ele nunca sai do meu notebook! Até decorei algumas falas... Enfim, Sr. Darcy é um dos meus personagens preferidos! :D

    Carla
    http://buttercupdegalocha.blogspot.com.br

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  6. Lindo!!!
    Sua resenha me dá vontade ler novamente o livro. Como eu amo essa história... ela é tão simples, meiga e inocênte. Sem esses apelos sexuais dos livros de hoje... ah, se encostaram e pegaram fogo, ardentemente ....kkk
    enfim, parabens! Sou suspeita pois é meu preferido!
    bjs
    http://leituradeouro.blogspot.com/

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