Editora Novo Século - Parceria

Hoje temos mais uma super novidade para vocês que acompanham o blog.
Acabamos de receber um e-mail confirmando a participação do blog no Clube do Blogueiro da editora Novo Século \o/ \o/ \o/  Em breve muitas novidades da editora!

A CULPA É DAS ESTRELAS

" VIVENDO O MELHOR DA NOSSA VIDA HOJE"
"ALGUNS INFINITOS SÃO MAIORES QUE OUTROS"



Tradutor: Renata Pettengill
Editora: Intrínseca
Ano de Lançamento: 2012
Número de páginas: 286

Sinopse
Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas. 

***

Encantador, simplesmente encantador. A Culpa é das Estrelas nos faz rir e chorar ao mesmo tempo. Um livro onde uma boa parte dos personagens tem câncer dá impressão de ser um livro triste, mas não é, John Green escreve momentos que realmente acontece com pessoas que tem câncer, não cria milagres para agradar o leitor, mas cria situações maravilhosas, um romance meio fora dos padrões, não existe planos para o futuro, não há expectativas, a única coisa que existe é o hoje. Além de uma boa dose de humor negro.

É visível como todos os personagens querem aproveitar ao máximo os últimos momentos de vida que têm uns com os outros. Mas não existe tempo que seja suficiente, o que existi é a espera de que a qualquer minuto um deles poderá sucumbir à doença, o momento em que se diz:  “chegou a hora”.


“– Eu sou tipo. Tipo. Sou tipo uma granada, mãe. Eu sou uma granada e, em algum momento, vou explodir, e gostaria de diminuir a quantidade de vítimas, tá?”



IRMÃS DE VERÃO
Uma história de amizade, traição, amor e liberdade. 



Autora: Judy Blume
Edição: Jun/2012
Páginas: 352
ISBN: 9789892316857
Editora: ASA

O mais interessante dessa história é a forma como Judy Blume traça a vida dos personagens criando uma rede forte e duradoura, as personagens são extremante diferentes e é nessa diferença que uma completa a outra, explorando com maestria todas as duvidas, incertezas e descobertas da vida adolescente. Gostei muito desse livro, uma leitura simples, porém envolvente. E no fim é impossível não se admirar com conjunto da obra.

O livro conta a história de duas adolescentes colegas de escola, Victoria Leonard Caitlin Somer, que se tornam grandes amigas a partir das primeiras férias de verão que passam juntas. No verão de 1977, Vix uma adolescente tímida embarca em uma viajem com Caitlin uma colega que é o oposto dela, totalmente extrovertida e atirada. Caitlin  apresenta a Vix um mundo de inimagináveis privilégios, levando-a para incríveis temporadas de férias em Martha’s Vineyard, um local encantado onde as duas se tornam “irmãs de verão”. 

Nesse livro a autora apresenta a amizade das duas em diferentes fases da vida: antes, durante e depois dos verões em Martha’s Vineyard. Anos mais tarde, Vix trabalha em Nova Iorque. Caitlin está prestes a casar-se na Vineyard. A magia que as unia durante a sua longa e complexa amizade quase desapareceu. Mas Caitlin implora a Vix que venha ao seu casamento para ser sua Madrinha. E Vix sabe que vai – porque quer perceber o que aconteceu naquele último e triste verão. E, ao fim de todos estes anos, ela precisa de saber se a sua melhor amiga, a sua irmã de verão, ainda tem o poder de lhe partir o coração.

"Por um momento, foi como se nunca tivessem se separado. Ainda são, e serão para sempre, as irmãs do verão. O resto é um erro, uma piada de mau gosto."





MÃE
(Crônica dedicada ao Dia das Mães,
embora com o final inadequado, ainda que autêntico.)





O menino e seu amiguinho brincavam nas primeiras espumas; o pai fumava um cigarro na praia, batendo papo com um amigo. E o mundo era inocente, na manhã de sol.

Foi então que chegou a Mãe (esta crônica é modesta contribuição ao Dia das Mães), muito elegante em seu short, e mais ainda em seu maiô. Trouxe óculos escuros, uma esteirinha para se esticar, óleo para a pele, revista para ler, pente para se pentear — e trouxe seu coração de Mãe que imediatamente se pôs aflito achando que o menino estava muito longe e o mar estava muito forte.

Depois de fingir três vezes não ouvir seu nome gritado pelo pai, o garoto saiu do mar resmungando, mas logo voltou a se interessar pela alegria da vida, batendo bola com o amigo. Então a Mãe começou a folhear a revista mundana — "que vestido horroroso o da Marieta neste coquetel" — "que presente de casamento vamos dar à Lúcia? tem de ser uma coisa boa" — e outros pequenos assuntos sociais foram aflorados numa conversa preguiçosa. Mas de repente:

— Cadê Joãozinho?

O outro menino, interpelado, informou que Joãozinho tinha ido em casa apanhar uma bola maior.

— Meu Deus, esse menino atravessando a rua sozinho! Vai lá, João, para atravessar com ele, pelo menos na volta!

O pai (fica em minúscula; o Dia é da Mãe) achou que não era preciso:

— O menino tem OITO anos, Maria!

— OITO anos, não, oito anos, uma criança. Se todo dia morre gente grande atropelada, que dirá um menino distraído como esse!

E erguendo-se olhava os carros que passavam, todos guiados por assassinos (em potencial) de seu filhinho.

— Bem, eu vou lá só para você não ficar assustada.

Talvez a sombra do medo tivesse ganho também o coração do pai; mas quando ele se levantou e calçou a alpercata para atravessar os vinte metros de areia fofa e escaldante que o separavam da calçada, o garoto apareceu correndo alegremente com uma bola vermelha na mão, e a paz voltou a reinar sobre a face da praia.

Agora o amigo do casal estava contando pequenos escândalos de uma festa a que fora na véspera, e o casal ouvia, muito interessado — "mas a Niquinha com o coronel? não é possível!" — quando a Mãe se ergueu de repente:

— E o Joãozinho?

Os três olharam em todas as direções, sem resultado. O marido, muito calmo — "deve estar por aí", a Mãe gradativamente nervosa — "mas por aí, onde?" — o amigo otimista, mas levemente apreensivo. Havia cinco ou seis meninos dentro da água, nenhum era o Joãozinho. Na areia havia outros. Um deles, de costas, cavava um buraco com as mãos, longe.

— Joãozinho!

O pai levantou-se, foi lá, não era. Mas conseguiu encontrar o amigo do filho e perguntou por ele.

— Não sei, eu estava catando conchas, ele estava catando comigo, depois ele sumiu.

A Mãe, que viera correndo, interpelou novamente o amigo do filho. "Mas sumiu como? para onde? entrou na água? não sabe? mas que menino pateta!" O garoto, com cara de bobo, e assustado com o interrogatório, se afastava, mas a Mãe foi segurá-lo pelo braço: "Mas diga, menino, ele entrou no mar? como é que você não viu, você não estava com ele? hein? ele entrou no mar?".

— Acho que entrou... ou então foi-se embora.

O RESGATE DO TIGRE

Fé. Confiança. Desejo.
Até onde você iria para libertar a pessoa amada?




Autor: Colleen Houck
Editora: Arqueiro
Título Original: Tiger`s Quest
Tradução: Raquel Zampil
Páginas: 432
Lançamento: 2012


Kelsey Hayes nunca imaginou que seus 18 anos lhe reservassem experiências tão loucas. Além de lutar contra macacos d'água imortais e se embrenhar pelas selvas indianas, ela se apaixonou por Ren, um príncipe indiano amaldiçoado que já viveu 300 anos. Agora que ameaças terríveis obrigam Kelsey a encarar uma nova busca – dessa vez com Kishan, o irmão bad boy de Ren –, a dupla improvável começa a questionar seu destino. A vida de Ren está por um fio, assim como a verdade no coração de Kelsey. Em O Resgate do Tigre, a aguardada sequência de A Maldição do Tigre, os três personagens dão mais um passo para quebrar a antiga profecia que os une.



"Girei a maçaneta e abri a porta.
Parado na entrada da casa estava o homem mais lindo do Planeta. Meu coração parou e em seguida disparou num galope trovejante dentro do meu peito. Olhos azul-cobalto ansiosos exploraram cada detalhe do meu rosto. Rugas de tensão desapareceram de sua expressão e ele respirou fundo, como um homem que tivesse estado debaixo d’água por muito tempo.
Satisfeito, o anjo guerreiro sorriu suave e docemente e estendeu a mão vacilante para tocar o meu rosto. Senti o elo que nos unia fechar, os dedos em torno do meu coração e apertar, aproximando-nos. Envolvendo-me com os braços, hesitante a princípio, ele encostou a testa na minha e esmagou meu corpo de encontro ao seu. Então me embalou para a frente e para trás e acariciou delicadamente meu cabelo, suspirando, ele sussurrou uma única palavra:
- Kelsey."




LEILÃO DO JARDIM

Quem me compra um jardim com flores?
Borboletas de muitas cores,
lavadeiras e passarinhos,
ovos verdes e azuis nos ninhos?

Quem me compra este caracol?
Quem me compra um raio de sol?
Um lagarto entre o muro e a hera,
uma estátua da Primavera?

Quem me compra este formigueiro?
E este sapo, que é jardineiro?
E a cigarra e a sua canção?
E o grilinho dentro do chão?

(Este é o meu leilão.)
Cecília Meireles



AS ESGANADAS 

“Começa a temporada de caça às gordas”


Autor: Jô Soares
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 264
Ano de lançamento: 2011


Mais uma vez me diverti horrores com Jô Soares !!!
O autor do best-seller O xangô de Baker Street  volta aos assassinatos em série. Fugindo do estilo comum de descobrir quem é o criminoso Jô revela nas primeiras páginas o culpado e a sua motivação para matar 7 mulheres que tem em comum apenas o fato de serem gordas. Com uma narrativa rápida, agradável e leve, apesar dos crimes nojentos.
Mas uma vez Jô Soares cria histórias de crimes policiais e ao mesmo tempo nos faz rir, ele abusa da ironia e do humor. E ainda faz uma crítica ao preconceito da sociedade.
Uma das coisas que mais me chama atenção nos livros do Jô é a mistura de ficção + realidade, ele utiliza pessoas e fatos históricos para contar suas histórias.  É essa mistura que faz toda diferença e dá um toque especial. Muitas vezes me pego perguntando se tal fato narrado no livro é verídico ou não. Tem como pano de fundo o Rio de Janeiro do Estado Novo, o avanço do nazismo e as primeiras ameaças da Segunda Guerra Mundial. É um livro recheado de personagens carismáticos e comidas portuguesas. 
Embarcamos numa complicada investigação atrás do assassino  muito esperto e que não desperta suspeita nenhuma, graças a uma rara característica física que dificulta a utilização dos novos métodos de investigação da policia carioca. Para investigar os crimes, o chefe de polícia Filinto Müller designa o delegado Mello Noronha e seu medroso auxiliar Valdir Calixto. Noronha ainda contará com a ajuda de um ex-inspetor português Tobias Esteves (à la Sherlock Holmes). Enquanto procuram o assassino, os três investigadores ganham mais uma companhia,a jovem repórter e fotógrafa da principal revista ilustrada do país, Diana de Souza.

Um personagem que me chamou atenção foi o anão  Battiscopa, em sua rápida aparição me simpatizei com ele e compartilhei de sua tristeza.







“- Nunca se sabe, delegado – retruca Esteves – Como se diz em Portugal: ‘Por mais caridades que faças e por mais rico que sejas, a quantidade de pessoas que irão ao teu funeral vai depender do tempo que estiver fazendo’.
Faz-se uma longa pausa.
O reflexivo Calixto quebra o silêncio pensando alto:
- Por mim, prefiro um velório de rico do que um casamento de pobre.”




BOOK TRAILER 

Bem-vindo a 1938.
Mas tome cuidado, um assassino de mulheres gordas está à solta.













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