QUE VENHA 

Olá pessoal!
O ano de 2012 foi um ano de novidades. Conheci novos blogs, novas pessoas e principalmente novos escritores. A maior surpresa desse ano foi à quantidade livros nacionais que li, todos livros maravilhosos.
Meus Nacionais 2012



Tudo o que li foi incrível, mas teve dois livros nacionais que mexeram comigo de forma diferente, afinal são estilos completamente opostos. O primeiro é um romance adulto mais conhecido como OSegredo de Eva da escritora Adriana Vargas. 



E o segundo é a série fantástica Dragões de Éter do escritor Rapahael Draccon. 


A literatura estrangeira também trouxe boas novidades, como não consigo definir um favorito escolhi dois. O primeiro foi A Culpa é das Estrelas do escritor John Green indicado pela Márcia Lopes do blog Mundo Literário, Obrigado pela dica!


E o segundo foi à série Os Instrumentos Mortais da escritora Cassandra Claire.
O que realmente me deixou mais feliz foi um dos meus preconceitos literários que caiu por terra, Nicholas Sparks, várias vezes afirmei que nunca iria ler um livro dele, afinal romance não é meu estilo favorito, mas uma amiga me convenceu a ler O Milagre e descobre que Sparks é bem cativante srsr.



 Bom, finalizo 2012 com ótimas experiências literárias e muito feliz \o/, gostaria de agradecer a todos aqueles que fizeram parte do Lilian & Jéssica durante esse ano.
Inicio 2013 com várias novidades no blog, uma formatura pra organizar, um TCC pra começar e finalizar rsrs e como não poderia faltar uma lista gigantesca de livros pra ler, mais alguém possui uma lista gigante? :D

OBRIGADA A TODOS E QUE TENHAM UM ÓTIMO ANO NOVO!!!!








Meu Ideal Seria Escrever...

Rubem Braga



Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada que aquela moça que está doente naquela casa cinzenta quando lesse minha história no jornal risse, risse tanto que chegasse a chorar e dissesse -- "ai meu Deus, que história mais engraçada!". E então a contasse para a cozinheira e telefonasse para duas ou três amigas para contar a história; e todos a quem ela contasse rissem muito e ficassem alegremente espantados de vê-la tão alegre. Ah, que minha história fosse como um raio de sol, irresistivelmente louro, quente, vivo, em sua vida de moça reclusa, enlutada, doente. Que ela mesma ficasse admirada ouvindo o próprio riso, e depois repetisse para si própria -- "mas essa história é mesmo muito engraçada!".

Que um casal que estivesse em casa mal-humorado, o marido bastante aborrecido com a mulher, a mulher bastante irritada com o marido, que esse casal também fosse atingido pela minha história. O marido a leria e começaria a rir, o que aumentaria a irritação da mulher. Mas depois que esta, apesar de sua má vontade, tomasse conhecimento da história, ela também risse muito, e ficassem os dois rindo sem poder olhar um para o outro sem rir mais; e que um, ouvindo aquele riso do outro, se lembrasse do alegre tempo de namoro, e reencontrassem os dois a alegria perdida de estarem juntos.

Que nas cadeias, nos hospitais, em todas as salas de espera a minha história chegasse -- e tão fascinante de graça, tão irresistível, tão colorida e tão pura que todos limpassem seu coração com lágrimas de alegria; que o comissário do distrito, depois de ler minha história, mandasse soltar aqueles bêbados e também aqueles pobres mulheres colhidas na calçada e lhes dissesse -- "por favor, se comportem, que diabo! Eu não gosto de prender ninguém!" . E que assim todos tratassem melhor seus empregados, seus dependentes e seus semelhantes em alegre e espontânea homenagem à minha história.

E que ela aos poucos se espalhasse pelo mundo e fosse contada de mil maneiras, e fosse atribuída a um persa, na Nigéria, a um australiano, em Dublin, a um japonês, em Chicago -- mas que em todas as línguas ela guardasse a sua frescura, a sua pureza, o seu encanto surpreendente; e que no fundo de uma aldeia da China, um chinês muito pobre, muito sábio e muito velho dissesse: "Nunca ouvi uma história assim tão engraçada e tão boa em toda a minha vida; valeu a pena ter vivido até hoje para ouvi-la; essa história não pode ter sido inventada por nenhum homem, foi com certeza algum anjo tagarela que a contou aos ouvidos de um santo que dormia, e que ele pensou que já estivesse morto; sim, deve ser uma história do céu que se filtrou por acaso até nosso conhecimento; é divina".

E quando todos me perguntassem -- "mas de onde é que você tirou essa história?" -- eu responderia que ela não é minha, que eu a ouvi por acaso na rua, de um desconhecido que a contava a outro desconhecido, e que por sinal começara a contar assim: "Ontem ouvi um sujeito contar uma história...".

E eu esconderia completamente a humilde verdade: que eu inventei toda a minha história em um só segundo, quando pensei na tristeza daquela moça que está doente, que sempre está doente e sempre está de luto e sozinha naquela pequena casa cinzenta de meu bairro.




A crônica acima foi extraída do livro "Para gostar de ler - volume 3", Editora Ática - São Paulo, 1980, pág. 52.



 MEU BLOG É NEUTRO EM CO2




Em uma das minhas andanças pelo blog Mundo Literário encontrei uma postagem sobre o blog Gesto Verde, corri para ver o que era e achei uma iniciativa maravilhosa :)


Sabia que um blog produz quase 3,6 kg de dióxido de carbono por ano? A maioria dos blogueiros não sabe.

Nosso objetivo é plantar 500 árvores nativas no Brasil, e para isso precisamos da participação de 500 blogueiros. Participe agora, e garanta o plantio de uma árvore para que seu blog seja neutro em CO2. Quanto mais blogueiros como você participam, mais árvores são plantadas.

Colocando o selo “O meu blog é neutro em CO2″, você colabora com a restauração da biodiversidade brasileira e neutralize a emissão de carbono do seu blog. Para cada blog que coloca o nosso selo, uma árvore é plantada. Em parceira com o Programa Plante Árvore do Instituto Brasileiro de Florestas (IBF), o objetivo do Guiato é restaurar áreas desmatadas através do plantio de mudas nativas na região de Apucarana, no Paraná. Além disso, a Gesto Verde faz parte de uma rede internacional de iniciativas baseadas no mesmo model, as quais já plantaram mais de 3 mil árvores na Europa.

A sua ação virtual de neutralizar as emissões de CO2 do seu blog representa um gesto real na direção certa. A preservação ao meio ambiente é uma atitude não só necessária, mas também possível - e sem muito esforço. Saiba como adquirir o selo  em: Gesto Verde



Faça parte deste gesto!

A sua participação na campanha “Meu blog é neutro em CO2″ é uma grande contribuição para o meio-ambiente! Veja aqui as maneiras como você pode participar:

Escreva um pequeno post no seu blog sobre o tema “Meu blog é neutro em CO2” e coloque um dos selos (o ideal é colocar o selo na  barra lateral). Em seguida, envie o link do seu blog para CO2neutro@guiato.com.br, e nós plantamos uma árvore para neutralizar as emissões de CO2 do seu blog.

São 3 passos simples:
  1. Escrever um pequeno post no seu blog sobre o tema “Meu blog é neutro em carbono” e inserir o selo da campanha
  2. Enviar um email para CO2neutro@guiato.com.br
  3. Nós plantamos uma árvore para o seu blog!
A Guiato planta uma árvore para cada URL. Para que o selo “Meu site é neutro em CO2” funcione adequadamente, o código de HTML não pode ser alterado.









Selo: Este blog eu visito e recomendo!!

Ganhei esse lindo selinho da Márcia do blog Mundo Literário, não é lindo? 
Obrigada Márcia por lembrar de mim e do trabalho que faço por aqui :)



Vou indicar esse selinho para alguns blogs que visito e admiro, estão sempre realizando um ótimo trabalho como blogueiras sempre com novidades e muita criatividade, por esse motivo eu recomendo. Márcia vou voltar com esse selinho pra você, é mais do que merecido :)

Não poderia esquecer do meu mais novo parceiro e assim como eu fã de Dragões de Éter










Você é o meu milagre.


Livro: O Milagre
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Agir


Foi difícil tomar coragem para ler um livro do Nicholas Spark, tenho que admitir que esse estilo de livro não é meu favorito, mas O Milagre está me fazendo mudar de opinião.

Vestido de preto da cabeça aos pés e com a aparência de alguém sempre pronto para ir a um velório, Jeremy Marsh reflete em seu estilo uma forte vocação para encarar a vida de uma forma racional. Badalado pela mídia, respeitado pela comunidade científica, um respeitado jornalista, acostumado a viajar pelo mundo à cata de lendas urbanas, Jeremy parte em direção a uma cidadezinha do sul dos Estados Unidos para investigar as misteriosas luzes de um antigo cemitério escravo que teria sido alvo de uma maldição, aos 37 anos o jornalista assina uma coluna na prestigiosa revista Scientific American - sem, contudo, emplacar um relacionamento feliz. A saída que Jeremy encontra para exorcizar o fantasma de um casamento desfeito é negar a existência de outros tipos de fantasmas: aqueles que arrastam correntes e aparecem sob lençóis. 

Seu trabalho como freelancer já o fez viajar pelo mundo à procura de lendas urbanas como a do monstro de Losh Ness. Por isso, não se surpreende ao receber a carta de Dori McClellan, uma senhora com poderes divinatórios que o convida a investigar as misteriosas luzes de Cedar Creek, um antigo cemitério de escravos que teria sido alvo de uma maldição. Acionando seu agente e um cameraman tatuado e beberrão, Jeremy deixa Nova Iorque e parte em direção ao sul dos Estados Unidos. Essa é a terra da bela e sofrida bibliotecária Lexie Darnell - alguém que longe de ser uma mocinha ingênua do interior, se mostra vacinada contra os avanços de qualquer conquistador da cidade grande, ela será responsável por ajudá-lo em sua fantasmagórica missão.
 Mas será que um forte sentimento pode ultrapassar as fronteiras que separam a fé da descrença?

Prestes a descobrir um segredo que poderá abalar os alicerces da comunidade, esse implacável destruidor de mitos terá de se confrontar com o único fenômeno que considera genuinamente misterioso e sobrenatural: uma paixão avassaladora.

Quando as pessoas se importavam umas com as outras, 
sempre encontravam um jeito de fazer as coisas darem certo.


Pretendia deixar esse livro na estante até criar coragem pra ler, mas uma amiga tinha que me falar “Jéssica a personagem principal é bibliotecária” Pronto! Foi o suficiente pra eu decidir que iria ler ainda esse ano. Nicholas Sparks me surpreendeu de tal maneira que nem sei como explicar. É uma história linda, durante a leitura fiquei triste, feliz e orgulhosa de alguns personagens. Acostumada com as adaptações cinematográficas dos livros, achei que iria encontrar uma história triste onde um dos personagens iria morrer no final, me enganei.

É um livro cativante,  suave, simples, de leitura agradável, um romance gostoso e o melhor não é nada cansativo, nos fazendo ri em diversos momentos. É narrado em terceira pessoa, o que eu acho muito bom. "O Milagre" é um livro que fala de relacionamentos, de sentimentos, de pessoas, de escolhas e de segundas chances. Fico feliz que o primeiro livro do Nicholas Sparks que li tenha sido esse, agora caiu mais um dos meus preconceitos literários. Fechei o livro com uma vontade de quero mais :)  



QUOTES













                                            

Autores: Julia Crouch
Selo:
 Novo Conceito 
Ano: 2012
Edição: 1
Número de páginas: 464
Assuntos: Thriller



Polly é a mais antiga amiga de Rose. Então quando ela liga para dar a notícia que seu marido morreu, Rose não pensa duas vezes ao convidá-la para ficar em sua casa. Ela faria qualquer coisa pela amiga; sempre foi assim. Polly sempre foi singular — uma das qualidades que Rose mais admirava nela — e desde o momento em que ela e seus dois filhos chegaram na porta de Rose, fica óbvio que ela não é uma típica viúva. Mas quanto mais Polly fica na casa, mais Rose pensa o quanto a conhece. Ela não consegue parar de pensar, também, se sua presença tem algo a ver com o fato de Rose estar perdendo o controle de sua família e sua casa. Enquanto o mundo de Rose é meticulosamente destruído, uma coisa fica clara: tirar Polly da casa está cada vez mais difícil.



 “- Ele vem me pegar, para que ele e Polly possam me internar.
Simon olhou para ela, levemente espantado.
- Ela está me fazendo passar por louca, sabe – Rose prosseguiu. – Estou me esforçando bastante para não acreditar que esteja. Ela nos contagiou a todos, de um modo ou de outro, não foi??
- Sim – Simon aparentava amargura. – Ela fez isso …”


Tenho que aprender a não esperar muito de um livro, pois chega uma hora que acabo me decepcionando e muito.


Com personagens psicologicamente bem trabalhados (único ponto positivo) e uma história que mesmo oscilando entre o cansativo e o suspense consegue prender até a última página, para de repente ficar sem entender o final, não que eu quisesse o final que imaginei, mas ficou sem sentido, todos os acontecimentos e os dramas vividos por Rose foram anulados e inválidos. O livro termina sem explicar muitas coisas e é até incoerente em relação a alguns pontos, como uma mulher convida a amiga para morar em sua casa sabendo que o marido não aceita? Como essa mesma mulher interfere de forma negativa em sua família e você permite? Enfim, foi preciso muita paciência pra aguentar Rose durante uma semana, uma mulher que insiste em acreditar em uma mentira e não faz nada para resolver seus problemas.


Lendo os comentários do Skoob encontrei um que disse tudo o que não consegui dizer:
 “Uma automutilação
A sinopse do livro me deixou alucinado para lê-lo. É o tipo de suspense que mais me atrai, suspense doméstico. Porém, conforme a história foi se desenrolando, ou enrolando, percebi que o livro não chegaria a lugar nenhum. A trama lança diversos mistérios que ficam sem resposta, a protagonista toma algumas atitudes que me fizeram perder qualquer empatia por ela e o mais irritante, a autora parece evitar as cenas do conflito, como se não conseguisse escrevê-las. É enervante a frequência em que os personagens estão prestes a explodir e de uma hora para outra desviam sua atenção pra a arrumação da casa, ou para a paisagem ao redor. Julia conseguiu estragar sua própria obra de uma maneira revoltante, pois o livro tinha muito potencial. Ela mutilou sua própria obra.Não consigo nem expressar o quanto esse livro me tirou do sério. Essa autora entrou e minha lista negra.”
 Ronaldo – membro do Skoob


Book Thriller









OS HOMENZINHOS DE GRORK

 Luís Fernando Veríssimo




A ficção científica parte de alguns pressupostos, ou preconceitos, que nunca foram devidamente discutidos. Por exemplo: sempre que uma nave espacial chega à Terra vinda de outro planeta, é um planeta mais adiantado do que o nosso. Os extraterrenos nos intimidam com suas armas fantásticas ou com sua sabedoria exemplar. Pior do que o raio da morte é o seu ar de superioridade moral. 

A civilização deles é invariavelmente mais organizada e virtuosa do que a da Terra e eles não perdem a oportunidade de nos lembrar disto. Cansado de tanta humilhação, imaginei uma história de ficção diferente. Para começar, o Objeto Voador Não Identificado que chega à Terra, descendo numa planície do Meio-Oeste dos Estados Unidos, chama a atenção por um estranho detalhe: a chaminé.
― Vi com estes olhos, xerife. Ele veio numa trajetória irregular, deu alguns pinotes, tentou subir e depois caiu como uma pedra.
― Deixando um facho de luz atrás?
― Não, um facho de fumaça. Da chaminé.
― Chaminé? Impossível. Vai ver o alambique do velho Sam explodiu outra vez e sua cabana voou.
― Não. Tinha o formato de um disco voador. Mas com uma chaminé em cima.
O xerife chama as autoridades estaduais, que cercam o aparelho. Ninguém ousa se aproximar até que cheguem as tropas federais. Um dos policiais comenta para outro:
― Você notou? A vegetação em volta...
― Dizimada. Provavelmente um campo magnético destrutivo que cerca o disco e...
― Não. Parece cortada a machadinha. Se não fosse um absurdo eu até diria que eles estão colhendo lenha.
                                                                               
Nesse instante, um segmento de um dos painéis do disco, que é todo feito de madeira compensada, é chutado para fora e aparecem três homenzinhos com machadinhas sobre os ombros. Os três saem à procura de mais árvores para cortar. Estão examinando as pernas de um dos policiais, quando este resolve se identificar e aponta um revólver para os homenzinhos.
― Não se mexam ou eu atiro.
Os homenzinhos recuam, apavorados, e perguntam: 
― Atira o quê?
― Atiro com este revólver.

O policial dá um tiro para o chão como demonstração. Os homenzinhos, depois de refeitos do susto, aproximam-se e passam a examinar a arma do policial, maravilhados. Os outros policiais saem de seus esconderijos e cercam os homenzinhos rapidamente. Mas não há perigo. Eles querem conversa. Para facilitar o desenvolvimento da história, todos falam inglês.
― Vocês não conhecem armas, certo? ― quer saber um Policial. ― Estão num estágio avançado de civilização em que as armas são desnecessárias. Ninguém mais mata ninguém.
― Você está brincando? ― responde um dos homenzinhos. ― Usamos machadinhas, tacapes, estilingue, catapulta, flecha, qualquer coisa para matar. Uma arma como essa seria um progresso incrível no nosso planeta. Precisamos copiá-la!

Chegam as tropas federais e diversos cientistas para examinarem os extraterrenos e seu artefato voador. Começam as perguntas. De que planeta eles são? De Grork. Como é que se escreve? Um dos homenzinhos risca no chão: GRRK.
― Deve faltar uma letra ― observa um dos cientistas.
― O "O".
― O "O"?
― Assim ― diz o cientista da Terra, fazendo uma roda no chão.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...