[RESENHA] Dois Mundos



Ano: 2015 // Páginas: 291 // 
Idioma: português //Editora: Edição do Autor // Skoob
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Quando Themis completa dezoito anos seu avô lhe conta sobre outro mundo ligado ao nosso por portais e sua delicada relação com nosso mundo. Themis descobre que é uma guardiã de portal e ganha um livro e um medalhão. Alguns anos depois o equilíbrio que liga os dois mundos é quebrado causando muita desordem e caos, estranhamente o medalhão e o livro de Themis são os únicos que ainda funcionam e ela é chamada no outro lado, em Haesd, para ajudar na missão de restaurar o equilíbrio natural. Em companhia de seu companheiro, Eros, e sua pequena guia, Sofia, é encarregada de uma missão quase impossível. Os perigos de atravessar Haesd estão dentro de cada um, nos sentimentos guardados e no que eles podem despertar, nos segredos, nas lembranças e nos medos. Junto com a missão de salvar o mundo cada um carrega sua própria missão. A relação entre os três se fortalece e se mostra cada vez mais única e cheia de mistérios, a ligação que os une é antiga e além da compreensão deles. A razão disso é um segredo que nem todos conhecerão e o final da missão trará a compreensão de Haesd para os três. Será difícil ver o mundo da mesma forma.

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Após descobrir ser uma guardião Themis embarca em uma aventura cheia de segredos, está em suas mão restaurar o equilíbrio entre o nosso mundo e dos mortos. Ninguém pode atravessar para o outro sem que seja a hora certa.  O livro que Themis recebeu de seu avó é mágico, ele é capaz de criar uma ponte entre os dois mundos quando aberto depois do pôr-do-sol, com pressa para sair Themis, esbarra no livro que se abre e criando uma ligação entre os mundos. O problema que isso acontece enquanto Themis está em uma montanha-russa e várias pessoas atravessam sem que seja a hora.

Themis não estará sozinha em sua missão de restaurar Haesd. Ela, seu namorado Eros e a menina Sofia serão sua companhia. Sofia é a personagem mais bem construída do livro, mesmo sendo uma criança de quase 11 anos ela é muito corajosa, alegre e independente.  Existe um mistério em sua vida, Sofia sabe que não nasceu e que pode transitar entre os mundos, mas isso não é o suficiente, seu maior desejo é descobrir o que aconteceu com ela. Eros e Themis não me convenceram em nada, tanto um quanto o outro são bem chatinhos, especialmente ele. Por um bom tempo fiquei pensando o que ele estava fazendo ali, mas no final descobrimos que ele tem um papel muito importante em toda trama. 



Haesd é um lugar cheio de energias poderosas que interferem diretamente em cada um dos personagens, durante a jornada eles passam por várias estâncias em cada uma delas existe uma energia específica, como: felicidade, ganância, culpa.... Se tal sentimento existe em você ele será intensificado, revelando o pior daquele sentimento, até mesmo a felicidade que seria algo bom se torna perigoso.

O livro possui uma introdução muito rápida o que me deixou bem perdida no início, na medida que a história vai se desenrolando algumas coisas vão sendo explicadas, mas confesso que finalizei o livro sem saber o que é exatamente Haesd. Infelizmente muitas coisas não me agradaram na leitura de Dois Mundos, em alguns momentos os diálogos foram bem clichês e até mesmo infantis se tratando de Themis e Eros que já são adultos. Gostei muito da proposta do livro e da mensagem que ele passa, fiquei muito feliz e triste quando descobri o mistério que envolve a vida de Sofia e porque desses 3 estarem juntos nesta missão. 


Amei a capa do livro!! Tem o medalhão que identifica o guardião e a ponte que é a ligação dos mundos. Até mesmo o fundo branco tem a ver com a história. Apesar de ter sentido falta de mais explicações e detalhes considero Dois Mundos uma boa leitura.

[RESENHA] O Telephone




Histórias paralelas se desenrolam simultaneamente, mas em tempos diferentes. Como isso é possível? São os mistérios da tecnologia. Ou seriam da antiguidade? Quando Vitor Hugo recebe de seus pais um presente inusitado, um telefone preto, bem antigo, com pê agá, mesmo, telephone, coisas estranhas começam a acontecer. Ligações misteriosas são recebidas e o garoto descobrirá detalhes de um passado inimaginável e que trouxe reflexos inclusive para o seu presente.


Autor: Luís Dill // Ano: Ano: 2014 // Páginas: 96 // 
Idioma: português // Editora: Gaivota // 

Classificação



Vitor Hugo, 16 anos, namorado de Amanayara, um adolescente comum que recebe de seus pais um telefone preto e bem antigo, claro que ter essa relíquia em seu quarto não era seu sonho. O que ele não esperava era receber ligações de um número com 4 dígitos, será que ele está sendo vítima de um trote? As ligações continuam acontecendo e Vitor Hugo resolver ver no que isso vai dar. Pelo menos sabemos que o velho aparelho ainda funciona e que seu toque é estridente e audível.



Quando comecei a leitura desse livro logo estranhei e adorei sua estrutura, narrado em terceira pessoa e outras vezes narrado em primeira pelo personagem principal Vitor Hugo, acompanhamos o que acontece em vários momentos - hoje, em 1961, antes de ontem e algum momento no passado recente. Sim, o livro possui essa diferença que é bem divertida, mistura flashbacks, flash foem rwards com o presente.

 

O texto em si também tem um formato diferente que deu um charme na leitura, a escrita do Luis Dill é cativante, ele nos envolve com uma narrativa que margeia entre o mistério e o cômico. Um livro de leitura rápida que não nos deixa desgrudar os olhos, confesso que adorei o final e a forma como tudo se conectou.


Apesar de ser um livro curto, é perceptível a construção dos personagens, Vitor Hugo começa como um adolescente sem muitas perspectivas mas ao longo da história ele cresce e amadurece bastante, o relacionamento com sua namorada e um dos pontos que mais gostei, mesmo que rapidamente o autor consegue mostrar os altos e baixos de um relacionamento, as briguinhas, as dúvidas e até mesmo a confiança que precisa ter.



O Telephone foi uma grata surpresa que me proporcionou uma leitura maravilhosa, só gostaria que o relacionamento com a família de Vitor Hugo fosse mais explorada, o que daria mais página e mais tempo na companhia desse livro. Capa linda, diagramação super caprichada e inovadora, e o texto em letras azuis não cansam a leitura. Recomendo o livro e já fiquei curiosa em relação aos outros livros do autor. Agradeço ao blog Drafts da Nica por participar desse Book Tour... Obrigada Anna!!!

Até a próxima gente ;)


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